Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Com mais de 2,8 mil casos de HIV em 2025, Manaus integra estudo da Fiocruz

Capital foi selecionada para pesquisa que avalia injeção semestral de prevenção ao HIV no SUS.

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(Foto: Divulgação/MS)

Manaus (AM) – Manaus foi escolhida pela Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz) entre as capitais do Brasil para participar de um estudo que vai subsidiar a avaliação da incorporação de uma injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS).

A capital amazonense está entre a lista das sete capitais escolhidas para o estudo. Além de Manaus, a pesquisa também será realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ).

O uso do lenacapavir como profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV-1 foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última segunda-feira, dia 12 de janeiro. O medicamento apresenta alta eficácia e deve ser aplicado por via subcutânea a cada seis meses.

Segundo a Anvisa, o lenacapavir pode ser utilizado por adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilogramas, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatória a realização de teste com resultado negativo para HIV-1.

Conforme dados da Fundação De Vigilância Em Saúde Do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), no Amazonas, foram registrados 2.822 casos de HIV/Aids, incluindo gestantes, crianças e adultos, em 2025. No mesmo ano, o estado contabilizou 284 óbitos por Aids.

Entre 2024 e 2025, houve uma queda de 6,58% nos casos de HIV/Aids no Amazonas. Em 2025, de acordo com o painel epidemiológico da FVS, Manaus registrou 2.158 casos na capital e 228 óbitos no total.

Sobre o estudo

A incorporação de uma injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS) será objeto de estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em sete cidades do Brasil, entre elas Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A pesquisa busca subsidiar a avaliação da adoção da tecnologia na rede pública de saúde.

Os pacientes participantes do estudo serão homens gays e bissexuais, pessoas não binárias e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. O medicamento selecionado é o lenacapavir, da fabricante Gilead Sciences, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Trata-se de uma injeção subcutânea administrada a cada seis meses, indicada para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes do início do tratamento, é obrigatória a realização de teste com resultado negativo para HIV-1.

As doses do lenacapavir já foram disponibilizadas, mas o início das aplicações depende da chegada de agulhas específicas ao país. Em julho de 2025, o medicamento passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como opção adicional para a profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV.

 

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