Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Como estão formados os arcos de aliança de David e Alberto a 5 dias da eleição

Ambos os candidatos a prefeito buscam fortalecer suas campanhas com o apoio de diversas forças políticas e religiosas.

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(Fotos: Zeca Ribeiro/Agência Câmara/Assessoria David Almeida)

Manaus (AM) – A cinco dias do segundo turno das eleições municipais, os candidatos a prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e Capitão Alberto Neto (PL) fortalecem suas campanhas com o maior número de aliados possível a fim de comandar a Prefeitura de Manaus pelos próximos quatro anos.

David Almeida, por exemplo, tem a coligação formada pelos seguintes partidos: Avante, Partido Social Democrático (PSD), Democracia Cristã (DC), Agir e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que estão trabalhando unicamente para manter o atual prefeito no cargo.

Desses, o PSD e o MDB, liderados pelos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga, respectivamente, são os que mais investem na campanha de David e não somente pedindo voto aos eleitores. Os senadores, desde que se uniram a David Almeida, têm enviado recursos financeiros para que obras da Prefeitura de Manaus possam ser entregues à população, como o bairro planejado de Manaus, habitação, infraestrutura, entre outros benefícios que a capital amazonense recebeu.

Além dos que fazem parte da coligação, David Almeida ganhou o apoio de outros partidos que somaram esforços pela sua reeleição: Partido Verde (PV), Rede Sustentabilidade, Partido dos Trabalhadores (PT) e Republicanos.

Apesar do PCdoB não ter emitido nenhuma nota oficial sobre o apoio a Almeida ao Portal AM1, a vice-presidente da sigla, Lúcia Antony, afirmou que neste pleito não há possibilidade de alianças com a extrema direita. Sendo assim, o apoio do partido seria para David Almeida.

David Almeida também garantiu aliança com igrejas evangélicas, que podem fazer a diferença nas urnas. Nesse viés, o partido Republicanos, liderado por Silas Câmara no Amazonas, se uniu à Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam), Ministério Internacional da Graça, Igreja de Deus no Brasil, Assembleia de Deus Madureira, entre outras denominações do gospel, para apoiar Almeida.

Na semana passada, líderes evangélicos da direita amazonense se reuniram em evento no espaço Via Torres, na zona Norte de Manaus, para declarar apoio a David, publicamente, e fizeram do momento um “culto”, que envolveu desde louvores até profecias de que o prefeito poderá continuar no cargo.

O número de evangélicos no Brasil tem crescido nas últimas décadas. De acordo com o censo do IBGE, a população evangélica saltou de cerca de 9% nos anos 1980 para mais de 30% da população em 2020. Esse crescimento confere maior poder de influência política ao grupo.

Apoio ao Partido Liberal

A disputa pela Prefeitura de Manaus está acirrada, mas o Partido Liberal, que tem Alberto Neto como rival de David no segundo turno, está se articulando bem mais que o Avante, uma vez que já possui apoio declarado de vários partidos de direita, entre eles, o União Brasil, mesmo que seja de forma velada, já que o capitão afirmou, em coletiva de imprensa, um dia após o primeiro turno, que não quer apoio de “caciques políticos”, referindo-se ao governador do Amazonas, Wilson Lima.

Alberto Neto, embora tenha limitado esse vínculo com o presidente do União Brasil Amazonas, obtém apoio de vereadores e deputados estaduais da sigla a seu favor. Essas alianças são desenhadas pelos vereadores eleitos e reeleitos, além daqueles que não conseguiram permanecer para a próxima legislatura na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Até o momento, o escolhido de Bolsonaro fez alianças com 11 partidos: Cidadania, por meio do seu ex-rival Amom Mandel; PSDB, Mobiliza, Novo, PMB (Partido da Mulher Brasileira); Podemos, PRD (Partido Renovação Democrática); PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) e PP (Partido Progressistas).

Embora fizesse parte do arco de alianças do governador, e a maioria dos aliados desse grupo tenham se inclinando a Alberto Neto, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) manteve neutralidade neste segundo turno.

Ao que parece, o Mobiliza, sigla de Wilker Barreto, enfrenta uma briga interna na legenda, já que, apesar de declarar apoio a Alberto Neto, alguns ex-candidatos filiados ao partido se inclinaram para apoiar Almeida.

Assim como David Almeida, Alberto tem se encontrado com lideranças de vários setores como industriários, motociclistas, professores; entre outros, com o intuito de ganhar vantagem nas urnas.

 

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