(Foto: Reprodução/Redes Sociais Francisco Cardoso)
Manaus (AM) – O Conselho Federal de Medicina (CFM) voltou a cobrar o governador do Amazonas, Roberto Cidade (UB), pelo pagamento de valores pendentes a médicos que atuam no Estado. Em manifestação, a entidade afirmou que, embora três meses de pagamentos tenham sido regularizados, ainda existem débitos referentes a períodos de 2024, 2025 e deste ano.
No vídeo publicado pelo conselheiro federal de Medicina de São Paulo, Dr. Francisco Cardoso, aparecem ao lado dele o conselheiro do Amazonas, Dr. Ademar Carlos Augusto, Dr. Diego Leite Sampaio, titular do CFM pelo estado do Mato Grosso, e Dr. Raphael Câmara, titular do Conselho pelo Rio de Janeiro.
Cobrança por pagamentos pendentes
Quem inicia o vídeo é Francisco Cardoso. Na declaração, o CFM mencionou a atuação do conselheiro federal de Medicina pelo Amazonas, Ademar, que teria alertado, durante uma plenária, sobre a situação dos pagamentos aos médicos no Estado. Segundo o relato, a situação foi considerada “caótica e crítica” e motivou uma manifestação anterior da entidade.
“Governador do Amazonas, você pagou os médicos, mas não pagou tudo. Estou aqui com o conselheiro Adhemar, que é o Conselheiro Federal de Medicina pelo Estado do Amazonas, que foi quem nos alertou, em plenária, da situação caótica e crítica do calote aos médicos naquele estado”, alega Francisco Cardoso.
Ainda segundo o CFM, a cobrança anterior teve ampla repercussão e teria sido seguida pelo pagamento de parte dos valores. A entidade, porém, sustenta que a situação não foi completamente resolvida.
“Graças ao conselheiro Ademar, nós fizemos aquele vídeo que teve ampla repercussão e parece que pagou, mas está faltando dinheiro ainda”, disse Cardoso no vídeo.
Na sequência, o CFM detalha os períodos que, segundo as informações recebidas pelo conselheiro federal, continuam pendentes. A entidade afirma que três meses foram pagos e já estariam disponíveis nas contas dos médicos, mas aponta a existência de outros valores em aberto.
“As informações que a gente recebeu do Amazonas, aqui também pelo nosso conselheiro federal Adhemar, é de que pagou três meses, ok, já está na conta dos médicos, mas falta junho, falta julho, falta parte do ano 2024 e parte do ano 2025”, afirma Raphael Câmara.
A entidade também declara que continuará acompanhando a situação e realizando cobranças até que, segundo a manifestação, todos os meses pendentes sejam pagos. “Nós estamos de olho e não vamos parar de denunciar até o senhor pagar tudo, todos os meses”, afirma.
Em tom de cobrança, o CFM amplia a crítica para situações semelhantes envolvendo médicos em outros locais do país. “A gente não aceita mais calote médico no Amazonas e no Brasil inteiro. Onde tiver problema, nós vamos atrás”, declara.
Críticas ao governador
A manifestação também direciona críticas diretamente ao governador do Amazonas. “Governador, o senhor continua caloteiro”, afirmou Diego Leite.
Na sequência, a entidade reforça a cobrança pelos valores apontados como pendentes e volta a citar o período dos débitos. “Falta pagar nove meses lá de dois anos atrás e quase dois meses agora desse ano. Vamos pagar os médicos do Amazonas. Faz o certo”, diz Diego Leite.
O CFM também destaca o trabalho dos profissionais de saúde e relaciona a necessidade de pagamento ao exercício das atividades médicas no Estado. “Os médicos trabalham e defendem a saúde do Amazonas. O senhor não paga os médicos. Ninguém vive sem receber”, afirmou Diego Leite.
Ao final da manifestação, a entidade reforça o pedido para que o governo regularize os pagamentos aos profissionais. “Pague os médicos do Amazonas, governador”, conclui Diego Leite.
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