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Manaus, 23 de julho de 2026
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Manaus, 23 de julho de 2026

Cenário

Conta de luz ficará mais cara no Amazonas a partir de 26 de maio

Reajuste aprovado pela ANEEL prevê aumento médio de 3,79% para consumidores de baixa tensão e 13,24% para alta tensão.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (19) o Reajuste Tarifário Anual (RTA) de 2026 da Amazonas Energia, concessionária que desde abril passou a operar sob o nome Âmbar Energia. O novo reajuste entra em vigor no próximo dia 26 de maio e terá impacto médio de 6,58% para os consumidores no Amazonas.

Para os consumidores de baixa tensão — categoria que inclui residências, pequenos comércios e propriedades rurais — o aumento médio aprovado foi de 3,79%. Já para os clientes residenciais da classe B1, que engloba casas, apartamentos e condomínios, o reajuste será de 3,77%.

Os consumidores de alta tensão, como indústrias, hospitais, shopping centers e grandes estabelecimentos comerciais, terão um reajuste médio mais elevado, de 13,24%.

A distribuidora, com sede em Manaus, atende atualmente cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras em todo o estado.

Segundo a ANEEL, os índices aprovados foram amenizados após a antecipação de R$ 735 milhões provenientes da repactuação de cotas de Uso de Bem Público (UBP), medida prevista na Lei nº 15.235/2025. De acordo com a agência reguladora, o recurso ajudou a reduzir o impacto do reajuste tarifário.

Ainda conforme a ANEEL, os principais fatores que influenciaram o aumento foram os custos de aquisição e transporte de energia elétrica, além dos encargos setoriais.

A agência explicou que o Reajuste Tarifário Anual é aplicado nos anos em que não ocorre a Revisão Tarifária Periódica (RTP), processo mais amplo que redefine parâmetros como custos operacionais, metas de qualidade e índices de perdas das distribuidoras de energia.

No reajuste anual, a atualização tarifária considera a inflação prevista em contrato, descontada pelo chamado Fator X, além do repasse de custos relacionados à compra e transmissão de energia e encargos setoriais definidos por legislação federal.

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