Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Convocados de Uarini protestam em frente à Câmara Municipal: ‘Lotação já’

Após suspensão da convocação de concurso público em Uarini, no interior do Amazonas, manifestantes ocupam as ruas pedindo a reversão da medida e a imediata convocação dos aprovados.

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Uarini (AM) – Após suspensão de convocação de concurso público em Uarini, no interior do Amazonas, manifestantes ocupam as ruas pedindo a reversão da medida e a imediata convocação dos aprovados.

A suspensão, determinada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi motivada por uma representação do prefeito eleito Marcos Martins (União Brasil). Ele apontou possíveis irregularidades no processo, alegando que o concurso foi realizado em um contexto de “fragilidade fiscal”, com despesas correntes elevadas, próximas ao limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Conforme a representação, a receita estimada do município para 2024 é de R$ 63,9 milhões, enquanto as despesas correntes somam R$ 56,3 milhões. Desse montante, R$ 30,6 milhões estão destinados a Pessoal e Encargos Sociais, representando 47,88% da Receita Corrente Líquida, próximo ao limite prudencial de 51,3%. O ex-prefeito Antônio Uchôa foi procurado para comentar a decisão, mas, até o fechamento desta matéria, não havia se pronunciado. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Um dos manifestantes, sob anonimato, relatou ao Portal AM1 que a atual gestão municipal reuniu os convocados no início do ano e pediu um prazo de 5 a 10 dias para resolver supostos problemas no setor de Recursos Humanos (RH).

“No dia 9 de janeiro, descobrimos que o secretário de administração, juntamente com o prefeito, entrou com uma representação no TCE. Alegaram que as nomeações e convocações ocorreram em um período de irregularidades fiscais que comprometem a renda do município”, disse.

A decisão trouxe impactos significativos para os convocados, segundo o manifestante, pois muitos já haviam se mudado após a assinatura do termo de posse. Ele citou pessoas que viajaram de municípios vizinhos, como Juruá, Fonte Boa, Coari, Tefé e Alvarães para assumir os cargos.

Entre os afetados está Rafael Medeiros, pai de uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Residente em Juruá, mudou-se para Uarini após a convocação para o cargo de motorista de veículos leves.

“Esperamos que haja um diálogo aberto com o gestor do município. Em nenhum momento, tivemos a oportunidade de falar com ele e, por isso, nos manifestamos nas ruas, para reivindicar nossos direitos”, afirmou Medeiros.

Oliver Monteiro, outro manifestante, destacou o sentimento de insatisfação e descrença no processo. “Somos 108 pessoas que foram ludibriadas. O secretário administrativo pediu cinco dias úteis para regularizar nossa situação, mas depois desse prazo entrou com uma ação no TCE para revogar nossa posse, que é um direito garantido pela Justiça!”, disse ao AM1.

Outro ponto levantado por Oliver é que essa situação envolve questões psicológicas e estresse, já que, segundo ele, 40% dos empossados são oriundos de cidades vizinhas a Uarini.

“Um dos maiores impactos são as questões psicológicas, uma vez que 40% dos empossados são de outras cidades circunvizinhas, e também a questão financeira, pois muitos estão aqui desde o começo de novembro. São pessoas que estão morando alugado desde esse período e podem não ter condições para arcar com os custos no final deste mês de janeiro, além de que outros também trouxeram suas famílias”, explicou ao Portal AM1.

As manifestações seguem como um apelo à gestão municipal por respostas e soluções para os aprovados no concurso. O Portal AM1 entrou em contato com o atual prefeito de Uarini, Marcos Martins, por meio de suas redes sociais; entretanto, até o momento de publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto.

 

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