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Covid-19: vacinação em adolescentes é suspensa em Manaus

Até então, adolescentes estavam sendo imunizados com vacinas da Pfizer e outros imunizantes; ministro da Saúde criticou vacinação acelerada
Lucas Rodrigues – Portal AM1*
• Publicado em 16 de setembro de 2021 – 19:04
adolescentes
Foto: Camila Batista/Semsa

MANAUS, AM – Após nota técnica do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) suspendeu a vacinação contra covid-19 para adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos de idade.

Conforme a Nota Informativa 001/2021, da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid), do Ministério da Saúde, apesar de a vacina da Pfizer/BioNTech estar autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tanto ela como os demais imunizantes em uso no país não são recomendados para a faixa etária. Durante o processo de imunização, a faixa etária apresentou reações adversas à vacina.

A partir de agora, a imunização contra a covid-19 para a faixa etária de 12 a 17 anos só está recomendada para pessoas que tenham deficiência permanente, comorbidades, ou que estejam privados de liberdade. Em Manaus, mais de 170 mil adolescentes receberam a primeira dose da vacina.

Leia mais: Uso da CoronaVac em crianças e adolescentes é rejeitado pela Anvisa

Crítica

Nesta quinta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou a aceleração da vacinação em adolescentes. Ele chamou de ‘”intempestiva” a vacinação desta faixa etária.

“O MS não pode se responsabilizar por condutas tomadas fora das recomendações sanitárias. Não apliquem vacinas que não têm autorização da Anvisa, e mães, não levem suas crianças para a sala de imunização para tomar vacina que não tem autorização da Anvisa, porque nós não vamos aceitar isso”, alertou.

Queiroga ainda criticou as autoridades do Amazonas, Maranhão e São Paulo, onde a vacinação em adolescentes está adiantada e onde foram aplicadas doses que não eram da Pfizer em adolescentes. Segundo o ministro, dos 1.545 eventos adversos pós-vacinação, 93% eram de adolescentes que receberam imunizantes que não eram da Pfizer.

“Às vezes tomaram a primeira dose de um imunizante e a segunda de outro imunizante. Houve vários erros de imunização neste processo”, disse. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, das 3.519.204 doses aplicadas em adolescentes de 12 a 17 anos, 3.497.268 foram da Pfizer.

O ministro ainda disse que não vai autorizar a intercambialidade de vacinas (isto é, tomar a primeira dose de uma e a segunda de outra), e que quem já tomou a primeira dose, não deve tomar a segunda. “Os que não têm comorbidades, parem por aí. Quem tem comorbidades e não tomou Pfizer, não vou autorizar a intercambialidade”, completou.

(*) Com informações da CNN Brasil e assessoria.

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