Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

‘Crescimento desordenado desafia trânsito em Manaus’, aponta IMMU

Vice-presidente do órgão destaca avanços em obras e fiscalização, mas alerta para a necessidade de mais civilidade e educação no trânsito.

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(Foto: Divulgação/ IMMU)

Manaus (AM) – A cidade de Manaus enfrenta um crescimento da frota de veículos muito acima da capacidade de suas vias. Em pouco mais de uma década, o número de automóveis mais que dobrou: de cerca de 400 mil em 2010 para mais de 1 milhão em 2025. A avaliação é do vice-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Leda Junior durante conversa ao AM1 Entrevista do Portal AM1, que apontou a expansão desordenada da cidade como um dos principais gargalos da mobilidade.

“Manaus cresceu como uma garrafa virada de cabeça para baixo: muito líquido tentando passar por um gargalo”, compara. Segundo ele, a malha viária da capital não foi planejada para suportar o volume atual de veículos, especialmente em bairros formados por ocupações irregulares, com ruas estreitas e estrutura precária.

Apesar do cenário, Leda Junior afirmou que o trânsito manauara não é o pior do Brasil.

“Fizemos um desafio para as pessoas se deslocarem de uma zona a outra fora do horário de pico. Em condições normais, dificilmente alguém leva mais de 40 minutos, o que é aceitável para uma cidade da nossa extensão”, defende.

(Foto: Celso Maia/Portal AM1)

Segundo o vice-presidente do IMMU, entre as ações para reduzir congestionamentos, a Prefeitura lançou 29 intervenções viárias, das quais 11 já foram concluídas, além de investimentos em radares e fiscalização eletrônica.

“Dessas intervenções, já concluímos 11, todas com resultados muito positivos. Houve uma tentativa fora do pacote original que não avançou, mas, considerando a proporção do que já foi bem-sucedido, acredito que estamos caminhando para um trânsito cada vez melhor, mais seguro e com mais fluidez.”

Para o gestor, a imprudência dos condutores é o maior fator de risco, seguida pelas más condições de vias e pela falta de educação no trânsito.

“Não é papel exclusivo do poder público educar mais de um milhão de condutores. O cidadão precisa buscar informação e respeitar as leis”, finalizou.

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