Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

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Crise no Oriente Médio: os detalhes da nova ofensiva contra o Irã

Ataques atingem alvos estratégicos em Teerã; Irã reage com bombardeios na região e risco de guerra regional cresce.

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(Foto: Reprodução /Redes Sociais)

Manaus (AM) – Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28) uma ampla ofensiva militar contra o Irã, em uma ação que eleva drasticamente as tensões no Oriente Médio e pode marcar o início de um conflito de grandes proporções na região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os ataques devem “devastar” as forças armadas iranianas, destruir seu programa de mísseis e abrir caminho para uma possível mudança de regime em Teerã. A operação foi batizada pelo Departamento de Defesa americano de “Operação Fúria Épica”.

Em vídeo publicado na rede Truth Social, Trump acusou o Irã de rejeitar “toda oportunidade de renunciar às suas ambições nucleares” e declarou que os Estados Unidos “não aguentam mais”. Segundo ele, o objetivo central é impedir que o regime iraniano desenvolva armas nucleares e neutralizar ameaças consideradas iminentes ao povo americano.

Ataques em plena luz do dia

Diferentemente da ofensiva anterior, realizada em junho, quando os bombardeios duraram poucas horas e ocorreram durante a noite, os novos ataques começaram pela manhã, à luz do dia — no primeiro dia útil da semana no Irã, quando milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e para escolas.

Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que, desta vez, o planejamento militar americano prevê vários dias de ataques, o que sugere metas mais amplas do que as anunciadas anteriormente.

Explosões foram registradas em Teerã, inclusive no distrito de Pasteur, onde fica o complexo altamente protegido que abriga a residência e o escritório do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Outras cidades também foram atingidas.

Segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana, ao menos 200 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas em todo o país. Entre as vítimas estão 85 pessoas que morreram após um ataque atingir uma escola feminina na cidade de Minab, no sul do Irã.

Autoridades israelenses afirmaram que os alvos incluíam figuras de alto escalão, como o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi. A imprensa iraniana, no entanto, declarou que as principais autoridades estão em segurança.

Negociações e justificativas

A ofensiva ocorre poucos dias após uma rodada de negociações nucleares na Suíça. O chanceler de Omã, que atuou como mediador, chegou a afirmar que houve “progressos significativos”, com o Irã concordando em não estocar urânio enriquecido.

Apesar disso, Trump reiterou que a política de sua administração é impedir, “a qualquer custo”, que o regime iraniano obtenha uma arma nuclear. Ele também voltou a afirmar que o Irã estaria desenvolvendo mísseis balísticos capazes de alcançar os Estados Unidos — alegação que, segundo avaliações anteriores da inteligência americana, não teria comprovação concreta no momento.

Relatórios da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) indicam que o Irã poderia desenvolver um míssil balístico intercontinental até 2035, caso decidisse seguir esse caminho, mas não há evidências públicas de que um programa ativo com esse objetivo esteja em andamento.

Papel de Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, considera há anos o Irã como o principal adversário estratégico do país. Após confrontos indiretos por meio de grupos aliados de Teerã, como Hamas e Hezbollah, Israel intensificou sua postura contra o governo iraniano.

Em declaração divulgada neste sábado, Netanyahu afirmou que o regime iraniano não pode ser autorizado a adquirir armas nucleares e conclamou o povo iraniano a “se livrar do jugo da tirania”. O premiê também sinalizou que a operação pode se estender por vários dias, “ou mais, se necessário”.

Tanto Trump quanto Netanyahu fizeram declarações sugerindo apoio a uma mudança de regime no Irã, embora autoridades militares israelenses tenham afirmado que o foco imediato permanece em alvos militares estratégicos.

Retaliação iraniana amplia tensão regional

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques em diferentes pontos do Oriente Médio, atingindo países que abrigam bases militares dos Estados Unidos, além de Israel. Explosões foram relatadas nos Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar, Bahrein e Arábia Saudita.

Um drone iraniano atingiu uma área densamente povoada em Dubai, provocando incêndio e danos estruturais. No Kuwait, um ataque com drone causou danos e deixou feridos leves no aeroporto internacional. Catar e Jordânia interceptaram mísseis direcionados aos seus territórios.

Os confrontos também afetaram o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, elevando preocupações no mercado internacional.

O Comando Central dos EUA informou que não houve baixas americanas na operação inicial e que os danos às instalações militares foram mínimos.

Risco de escalada

Autoridades iranianas classificaram os ataques como um “ato grave de agressão”. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a ação foi ilegal e não provocada. Já o porta-voz da chancelaria iraniana declarou que o país está exercendo seu “direito legítimo à autodefesa”.

Com ataques e contra-ataques se espalhando por diversos países, analistas alertam que a região pode estar diante de uma nova guerra de grandes proporções, com impacto direto na estabilidade do Oriente Médio e na economia global.

A extensão real dos danos e os próximos passos dos envolvidos ainda são incertos, mas a escalada militar deste sábado marca um dos momentos mais tensos das relações entre EUA, Israel e Irã nas últimas décadas.

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