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Cuidado! Especialistas do AM alertam sobre fraudes em auxílio emergencial

Golpistas usam sites e aplicativos falsos com o nome do auxílio emergencial para colher dados da população
• Publicado em 29 de abril de 2021 – 08:00
auxílio câmara
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

MANAUS, AM – Criado em abril de 2020 para o amparo da população brasileira vulnerável em meio à crise econômica trazida pela pandemia do coronavírus, o auxílio emergencial já alcançou mais de 100 milhões de brasileiros. No entanto, especialistas alertam para alguns cuidados que devem ser tomados com o cadastro de dados em apps e sites.

Leia mais: PF deflagra 4 operações contra fraudes no auxílio emergencial neste mês

Com a chegada do auxílio emergencial as pessoas ficaram à frente de aplicativos da Caixa Econômica Federal e o cadastro de documentações. Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a operação ‘Terceira Parcela’ e desarticulou uma das maiores fraudes fiscais do país. Golpistas usavam dados pessoais das vítimas colhidos em apps e páginas que levavam o nome do auxílio do governo federal.

O especialista em direito digital e crimes cibernéticos, Aldo Evangelista, alerta sobre a prática que também pode chegar até a população manauara. “A operação deflagrada em fevereiro não encerrou a prática. Hoje, os golpistas usam a desinformação e o cadastro de dados em aplicativos falsos para colher os dados da população para fraudes”, declarou.

A economista Denise Kassama também explica que a própria Caixa Econômica já faz o alerta sobre a segurança de dados e as mudanças de aplicativos. “Porém, hoje o perigo que a população também deve ficar atenta são com os conhecidos ‘facilitadores’, aqueles que se oferecem para retirar o benefício para você”, explica.

Facilitadores de auxílio emergencial

A aposentada Celeste Carvalho (64) foi vítima exatamente de um desses facilitadores. Segundo ela, uma pessoa que ela conheceu por meio do Facebook, se oferecia para retirar o beneficio com uma pequena taxa. O caso aconteceu ainda em 2020, Celeste passou os dados, mas a pessoa sumiu com o benefício.

“Eu acho que tive até sorte, porque tiraram só o dinheiro e não fizeram nada com os meus documentos, foi naquela pressa de tirar o dinheiro antes do mês de saque. Acho que não pensaram nisso na hora, deviam ser jovens, mas houve roubo sim, para mim foi, mas não me fez falta”, declara.

Após o ocorrido, Celeste passou a fazer a retirada do benefício somente com familiares. O doutor em Ciências Contábeis, Jorge Barros, lembra que casos como o de Celeste são ainda mais comuns com pessoas que não têm acesso à internet e precisam ir para lan houses.

“Geralmente, as pessoas que precisam desses benefícios não têm internet em casa, e nem um equipamento para solicitar os benefícios, então, vão às lan houses, algumas com propaganda para cadastro do benefício. Dependendo desses serviços de lan houses, tente levar uma pessoa confiável para fazer o cadastro pra [sic] você, caso não tenha, tente pesquisar se o local é confiável”, disse.

Foto: Márcio Silva / Portal AM1*

E-mail de auxílio emergencial

A industriária Lorena Alves (26) passou por algo parecido. O período de férias antecipadas por conta da pandemia fez a mãe solteira recorrer ao benefício do governo federal. Porém, Lorena acabou entrando em sites que não eram da Caixa Econômica e expôs seus documentos em cadastramentos falsos.

“Ninguém fazia esses alertas ainda no início, então, na busca pelo benefício fui em vários sites. Acabei vendo alguma coisa que explicava sobre o cadastramento ser feito apenas pelo app, mas aí já tinha colocado meus documentos em uns 5 sites. No meu e-mail não parava de chegar mensagens sobre atualizar cadastro, colocar senhas de cartões, comecei a desconfiar disso porque no meu app tava tudo normal”, afirmou.

A economista Denise Kassama assegurou que a Caixa Econômica não entra em contato com beneficiários ou com a população em geral para oferecer o auxílio. Nem mesmo entra em contato para atualizar o cadastro já feito por meio do app.

“O banco não entra em contato para pedir cadastro de favorecido, transferências, transações para testes ou estorno de valores nem desbloqueio de cartão. O banco não entra em contato para dizer que sua conta será bloqueada por falta de atualização. Também não envia ninguém em sua casa para retirar seu cartão, notebook, computador, tablet, celular ou o chip dele”, explicou.

Além disso, em caso de fraudes e a retirada de outros saldos fiscais em decorrência do vazamento de dados, o especialista afirma  que a Justiça ampara a população e ações podem ser movidas contra suspeitos.

“É possível, inclusive, ter uma restituição em danos materiais. Além também de ser possível a pessoa buscar a Justiça pelo dano moral, afinal, na fraude, a pessoa é lesada pelos golpistas. Golpes como esse podem chegar até o celular de qualquer um hoje”, declara.

Leia mais: Em dois meses, número de crimes cibernéticos cresce no Amazonas

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