(Foto: Dhyeizo Lemos e Arquivo /Semcom)
Manaus (AM) – O ex-diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e pré-candidato a deputado estadual, Jender Lobato (Agir), defendeu a cultura como ferramenta de desenvolvimento econômico e social durante entrevista à Onda Digital, nesta terça-feira (2).
Ao fazer um balanço de sua passagem pelo órgão municipal, afirmou que a valorização dos artistas e fazedores de cultura foi uma das principais marcas de sua gestão, embora o setor ainda enfrente cobranças relacionadas à continuidade das políticas públicas culturais.
Ao comentar os desafios enfrentados pela área, Jender afirmou que a importância da cultura ficou evidente durante a pandemia da Covid-19, período marcado pelo isolamento social.
“Quando o Brasil parou, quem segurou foi a cultura”, declarou.
Segundo ele, filmes, transmissões ao vivo e outras manifestações culturais ajudaram a população a enfrentar o período de restrições sanitárias. O pré-candidato afirmou ainda que, além de gerar emprego e renda, a cultura possui potencial de transformação social ao criar oportunidades para artistas e trabalhadores do setor.
Durante a entrevista, Jender destacou medidas adotadas à frente da Manauscult, entre elas o aumento dos cachês pagos aos artistas, a ampliação dos fomentos culturais e a criação de cronogramas de pagamento. De acordo com ele, as iniciativas garantiram maior previsibilidade financeira aos trabalhadores da cultura em Manaus.
“Nosso compromisso foi reconhecer a importância dos artistas e profissionais da cultura, assegurando melhores condições de trabalho e maior valorização da produção cultural local”, afirmou.
O ex-secretário também ressaltou avanços na realização de eventos promovidos pela Prefeitura de Manaus, especialmente no Carnaval e nos festivais folclóricos da capital. Conforme Jender Lobato, pela primeira vez as escolas de samba receberam recursos de forma antecipada, permitindo melhor planejamento das agremiações.
Além disso, grupos culturais passaram a receber pagamentos antes das apresentações, medida considerada inédita pela gestão. Apesar disso, representantes do setor cultural ainda apontam dificuldades no acesso a editais, além da necessidade de políticas públicas permanentes que atendam artistas independentes e projetos culturais de base comunitária.
Outro ponto citado pelo ex-presidente da Manauscult foi a descentralização dos eventos culturais para diferentes zonas da cidade. Segundo ele, a proposta buscou ampliar o acesso da população às programações culturais e fortalecer a participação comunitária.
No entanto, produtores culturais avaliam que bairros periféricos continuam enfrentando carência de espaços culturais e investimentos contínuos ao longo do ano.
Durante o período da gestão, mais de 30 mil artistas participaram das programações organizadas pela Manauscult, conforme informou Jender. O ex-secretário afirmou que a meta da administração foi democratizar o acesso à cultura e estimular a economia criativa no município.
Apesar do balanço positivo apresentado pelo pré-candidato, agentes culturais defendem que os avanços citados ainda precisam ser acompanhados de maior transparência na distribuição de recursos e continuidade das ações culturais para além dos grandes eventos promovidos pelo poder público.
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