(Divulgação/Instagram)
Manaus (AM) – A cúpula nacional do União Brasil deve desembarcar em Manaus neste sábado (28) para uma reunião com o governador do Amazonas, Wilson Lima, com o objetivo de tentar convencê-lo a disputar uma vaga no Senado Federal em 2026. O encontro será liderado pelo presidente nacional da sigla, Antônio Rueda.
Apesar da articulação do partido, Wilson Lima já declarou publicamente que pretende permanecer no cargo até o fim do mandato. No entanto, a decisão final deve ocorrer após a reunião com Rueda.
Em discurso recente, Wilson afirmou:
“Hoje eu tomo uma decisão importante. Decido continuar a obra que foi iniciada neste governo. Ficarei até o final do meu mandato, até o dia 5 de janeiro de 2027″, disse Wilson durante evento com secretários de governo, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e deputados.
Nos bastidores, o União Brasil tenta convencer Wilson Lima a disputar uma vaga no Senado, o que poderia fortalecer o projeto político da sigla no Amazonas.
O encontro também deve definir a pré-candidatura do partido ao Governo do Amazonas, que, ao que tudo indica, será do vice-governador Tadeu de Souza. Entre as possibilidades em discussão, o nome de Tadeu de Souza aparece como principal opção do União Brasil para a disputa.
A definição, no entanto, deve depender das conversas entre a direção nacional do partido e a cúpula estadual nos próximos encontros.
Federação União Progressista
Na última quinta-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a criação da Federação União Progressista, que reúne os partidos União Brasil e Progressistas (PP). O governador Wilson Lima comemorou a decisão e afirmou nas redes sociais que a federação amplia a força política e fortalece a atuação no estado.
“A aprovação da Federação União Progressista pelo Tribunal Superior Eleitoral consolida a maior força política do país e do Amazonas. Os partidos se unem com responsabilidade, visão de futuro e compromisso com o Brasil, fortalecendo a democracia e ampliando nossa capacidade de entregar resultados para a população”, declarou.
Desincompatibilização
Ministros, governadores e prefeitos que pretendem disputar outros cargos têm até 30 dias para renunciar aos atuais mandatos.
O prazo vai até 4 de abril e corresponde ao período de desincompatibilização eleitoral, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros de tribunais de contas da União, dos estados e do Distrito Federal, além de dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas. O não cumprimento do afastamento pode tornar os possíveis candidatos inelegíveis.
O afastamento obrigatório varia conforme o cargo e a função exercida pelo pré-candidato e a vaga que pretende disputar.
Deputados distritais, federais e senadores que concorrem à reeleição ou a outros cargos não precisam deixar os mandatos.
Já o presidente da República não precisa renunciar para disputar a reeleição, mas deve se afastar caso queira concorrer a outro cargo eletivo.
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