Em nota, o ex-prefeito informou que sua equipe jurídica protocolará um pedido de explicações na Justiça Criminal para que o coronel apresente provas das declarações.
“A acusação feita pelo coronel Walter Cruz é falsa. Meu jurídico já foi acionado e, hoje, 7/7, ingressará na Justiça Criminal com pedido de explicações para que ele esclareça e prove as graves acusações que fez. Imputar falsamente a alguém a prática de crime pode configurar ilícito penal. Que a Justiça seja feita”, declarou David Almeida.
Segundo Walter Cruz, a suposta ameaça ocorreu na última sexta-feira (3), após a exibição do programa Claro e Escuro, no qual o comentarista analisou publicações da ex-primeira-dama de Manaus, Isabelle Fontenelle, nas redes sociais.
De acordo com o coronel, ele recebeu uma ligação de um número desconhecido. Após se identificar, David Almeida teria iniciado uma série de ofensas verbais e, durante a conversa, feito ameaças de morte.
Walter Cruz afirma que questionou o motivo da reação do ex-prefeito. Conforme o relato, David Almeida alegou que o comentarista teria feito referências ao filho do ex-prefeito, que morreu poucos dias após o nascimento.
O coronel, no entanto, nega qualquer comentário ofensivo e afirma que o programa apenas manifestou solidariedade à família pela morte da criança.
“O senhor está enganado. Eu não falei do seu filho. O que falei foi que o seu filho faleceu e nós demos condolências. Depois disso, fui interrompido pelo prefeito, que disse: ‘eu vou te matar'”, afirmou Walter Cruz ao deixar a delegacia.
Ainda segundo o comentarista, mesmo após a tentativa de esclarecer o conteúdo exibido no programa, David Almeida teria repetido as ameaças durante a ligação.
Walter Cruz também informou que pretende anexar ao inquérito os registros telefônicos que, segundo ele, comprovam a realização das chamadas. O coronel afirmou ainda que solicitará apoio da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e classificou o episódio como um ataque à liberdade de expressão.
“Eu vejo como um ato muito grave da parte dele, ameaçar uma pessoa de morte simplesmente porque não aceitou uma opinião, uma posição. Se achou que eu tivesse ultrapassado algum tipo de barreira, deveria recorrer aos meios legais. Fazer ameaça de morte é crime”, declarou.
Com a judicialização do caso, a defesa de David Almeida pretende solicitar que o coronel esclareça os fatos e apresente elementos que sustentem a acusação. Caso contrário, o ex-prefeito afirma que adotará as medidas judiciais cabíveis.
O registro do boletim de ocorrência marca o início da apuração policial e, por si só, não representa reconhecimento de culpa. A eventual responsabilização dependerá da investigação conduzida pelas autoridades competentes e da análise das provas apresentadas pelas partes.
O episódio ocorre em um momento de movimentação política no Amazonas, às vésperas do processo eleitoral de 2026, e amplia a tensão entre figuras públicas que têm protagonizado embates nos últimos meses.