Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

David Reis cita guerra e tornados para defender sessões híbridas

Vereador usou exemplos extremos para justificar mudanças no regimento e permitir sessões remotas por “força maior”.

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(Foto: Eder França/Dicom)

Manaus (AM) – O vereador David Reis adotou exemplos extremos, como guerra, tornados e até novos surtos sanitários, para defender o projeto que altera o Regimento Interno da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e amplia as situações em que sessões híbridas ou remotas podem ser realizadas.

O projeto de Reis busca alterar o regimento interno. Ele quer incluir a realização remota também em casos de “força maior” e modificar o trecho “impossibilidade de funcionamento” para “impossibilidade de acesso ou funcionamento seguro”, abrindo margem para interpretações mais amplas.

Exemplos dramáticos

Na justificativa para o projeto, David Reis adotou uma narrativa dramática para reforçar a necessidade de previsões legais mais flexíveis, citando desde a pandemia até eventos climáticos extremos.

“Lá em 2020, 2021, ninguém imaginava o episódio da pandemia. E fomos pegos de surpresa. Estamos apenas regulamentando algo que já poderíamos ter feito lá atrás”, afirmou.

O vereador chegou a mencionar a possibilidade de novos surtos e situações inesperadas que impediriam a presença física dos parlamentares.

“Eu nunca imaginei prever algo parecido com a Covid-19. E quem é que duvida que o mundo está à mercê? Tivemos surtos recentes que assustaram todo mundo”, disse.

Em seguida, ampliou a argumentação para cenários ainda mais improváveis.

“O Brasil é um país pacífico, mas a Constituição prevê estado de sítio. Não porque vivemos em guerra, mas porque uma previsão legal precisa existir. É exatamente isso que buscamos aqui”.

A proposta ainda será votada em plenário em segundo turno.

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