(Foto: Divulgação/ Dhyeizo Lemos / Assessoria)
Manaus (AM) – O candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) afirmou que, eleito governador, vai retirar as Organizações Sociais de Saúde (OSS) da administração dos hospitais estaduais.
David criticou os altos custos do modelo implantado na gestão de Wilson Lima e Roberto Cidade e defendeu a retomada da contratação de cooperativas médicas e a realização de concurso público, com valorização e aproveitamento da mão de obra de Manaus e do interior.
A declaração foi dada durante o especial CM7 Eleições, em resposta ao jornalista Fábio Melo, do Portal Fatos Marcantes, que perguntou se o candidato teria coragem de dispensar as organizações responsáveis pela administração de unidades estaduais de saúde.
“Coragem? Eu vou fazer. Sabe quanto essas OSS consomem em sete unidades do estado? R$ 1,3 bilhão por ano. Elas visam o lucro e diminuem os serviços”, afirmou David.
Na sequência, o candidato tranquilizou os trabalhadores das unidades ao afirmar que vai contratar os profissionais locais na reorganização dos serviços. “Eu quero dizer para você que está me assistindo: não fique preocupado, você que trabalha com as OSS. Eu vou resolver o problema”, declarou.
Ao explicar a mudança que pretende promover, o candidato defendeu a contratação de cooperativas como alternativa ao modelo atual.
“Eu trago de volta as cooperativas. É mais barato, mais eficiente. Valorizo a mão de obra da minha cidade e do meu estado”, afirmou. Sobre as organizações de outros estados, acrescentou: “Essas OSS que vêm de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina, que voltem a atuar nos estados de vocês. Vocês são bons, atuem nos estados de vocês”.
David também apontou o concurso público como parte da proposta para reorganizar a rede. “Aquilo que eu puder fazer, vou fazer com concurso público. Vou resolver o problema”, disse.
Comparação
David também revelou valores dos pagamentos realizados pelo governo estadual somente neste ano para as OSS. De acordo com levantamento, as organizações já receberam R$ 863 milhões, enquanto os pagamentos aos demais médicos somaram R$ 238 milhões.
“É por isso que atrasa o pagamento dos médicos. Ele [o governador] pagou 800 milhões para as OSS. [Para as OSS], não atrasa”, afirmou.
Ao encerrar a resposta, o candidato criticou as condições de atendimento nas unidades estaduais e mencionou os hospitais e prontos-socorros 28 de Agosto e João Lúcio.
“As pessoas estão no chão, gente. Será que não dá para perceber?”, questionou.
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(*) Com informações da Assessoria
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