(Foto: João Dejacy /Assessoria Maria do Carmo e Divulgação/ Assessoria Eduardo Braga)
Manaus (AM) – A recuperação da BR-319 voltou ao centro do debate político no Amazonas após declaração da empresária Maria do Carmo Seffair (PL), pré-candidata ao Governo do Estado, durante entrevista à rádio Difusora. Na ocasião, ela afirmou que pretende atuar para resolver impasses relacionados à rodovia, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
Durante a entrevista, Seffair também disse que pretende utilizar a experiência do setor privado na administração pública, caso seja eleita. A movimentação ocorre em um cenário de articulações políticas para as eleições de 2026 dentro do partido, que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como uma de suas principais lideranças.
A pré-candidata fez críticas a gestões anteriores e declarou que pretende concentrar esforços na obra.
“De 4 em 4 anos, os políticos vão lá […] retomam o discurso. ‘Agora vai’. É igual à BR-319”, disse Maria do Carmo.
Em seguida, afirmou:
“Essa BR-319, quem vai tirar ela do estado em que se encontra, serei eu. Porque eu vou concentrar o meu esforço nisso. Não vai ter quem pare essa BR”.
Entre as propostas apresentadas pela pré-candidata, está a descentralização do governo por meio da criação de polos regionais para atender municípios do interior. Segundo a pré-candidata, as sedes seriam instaladas em Tefé, Tabatinga, Humaitá, Itacoatiara e São Gabriel da Cachoeira.
A declaração sobre a BR-319 repercutiu nas redes sociais. Internautas questionaram a viabilidade da proposta, destacando que a rodovia é de responsabilidade do governo federal e depende de decisões que envolvem licenciamento ambiental e recursos da União. Alguns comentários também mencionaram a necessidade de articulação entre diferentes esferas de governo para a execução de obras desse tipo.
A BR-319 é tema recorrente no debate público. Em junho de 2019, o então presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante agenda em Manaus, que a rodovia seria asfaltada. Na ocasião, ele destacou a importância da estrada para a integração da região amazônica, mas não apresentou prazos ou detalhes sobre a execução da obra.
O presidente também mencionou, à época, a existência de limitações orçamentárias e questões relacionadas ao licenciamento ambiental, que estavam em análise pelo Ministério do Meio Ambiente. E Até o fim de seu mandato, o asfaltamento completo da rodovia não foi concluído.
Confira:
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