(Foto: Divulgação/Aleam)
Manaus (AM) – A morte do adolescente Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, espancado em um ataque homofóbico na capital amazonense ganhou repercussão nacional nos últimos dias, mas os deputados estaduais do Amazonas preferiram não comentar o caso ou lamentar o ocorrido, nas redes sociais os políticos preferiram o silêncio.
Fernando morreu no último sábado (5) após ser agredido por outros adolescentes por confrontar ofensas homofóbicas que vinha sofrendo. Conforme o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi traumatismo craniano e edema cerebral.
A motivação da morte de Fernando chamou atenção de todo o país, noticiários nacionais repercutiram o crime, deputados federais do Amazonas repudiaram o caso, assim como vereadores e políticos de outros estados pediram justiça pelo adolescente.
Porém, em meio a tantas manifestações e debates sobre o crime que surpreendeu a todos nos últimos dias, os deputados estaduais preferiram o silêncio nas suas redes sociais.
Dos 24 deputados estaduais, 11 parlamentares sem sequer manifestaram repúdio ao caso nas redes sociais.
Em um levantamento nas redes sociais, o Portal AM1 constatou que os deputados Carlinhos Bessa, George Lins, Dr. Gomes, Delegado Péricles, Sinésio Campos, Daniel Almeida, Rozenha, Adjuto Afonso, Thiago Abrahim, Abdala Fraxe e a deputada Mayara Pinheiro não comentaram a morte do adolescente em seus perfis. A análise foi feita nos stories e feed dos políticos nessa segunda-feira (8).
Ao invés disso, a maioria dos políticos usaram sua visibilidades nas redes para continuar divulgando suas próprias ações políticas.
Discursos políticos
O que mais chamou atenção na falta de posicionamento dos parlamentares é que a maioria propaga discursos em defesa dos direitos humanos, das crianças e do adolescente e até mesmo para pautas de segurança e defesa da sociedade de maneira geral.
O deputado Abdala Fraxe, por exemplo, ocupa o cargo de vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mas não comentou sobre o crime.
O mesmo aconteceu com a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Aleam, deputada Mayara Pinheiro e o vice-presidente da comissão, deputado Dr. Gomes, que preferiram o silêncio.
O presidente da Comissão de Segurança Pública, acesso à Justiça e Defesa Social, deputado Dan Câmara também não se pronunciou sobre o assunto.
Longe das comissões, mas perto dos discursos de defesa das crianças e adolescente está o deputado João Luiz, que sempre sobe na tribuna para “defender a família” e “proteção as nossas crianças”, mas nesse caso não se manifestou.
LEIA MAIS:










