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Deputados ouvem Paulo Guedes na Comissão de Fiscalização Financeira

No documento do TCU,  técnicos apontam 'superavaliação' de R$ 46,9 bilhões no passivo previdenciário no regime de servidores federais
• Publicado em 30 de abril de 2021 – 16:50
Paulo Guedes covid
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

BRASÍLIA – A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados receberá o ministro da Economia, Paulo Guedes, na terça-feira (4). A reunião ocorrerá no plenário 2, às 9 horas.

Leia mais: Guedes reclama de gastos com Fies: ‘;Bancou até o filho do meu porteiro’

O convite para o ministro foi pedido pelo deputado Leo de Brito (PT-AC). Ele quer esclarecimentos sobre as projeções feitas pelo governo federal, no ano passado, em relação ao déficit da Previdência. Leo de Brito afirma que os números apresentados para justificar a aprovação da reforma da Previdência apresentam “distorções bilionárias”, conforme relatório do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Em documento preliminar, os técnicos do TCU apontam que essas distorções são causadas, em grande parte, por uma defasagem das fórmulas usadas pelo governo nas projeções. Os cálculos usam informações de seis anos atrás porque os dados mais recentes, já disponíveis, não se encaixam no modelo disponível – e uma nova metodologia de projeção ainda não está pronta”, explicou o parlamentar no requerimento.

Superavaliação

No documento do TCU,  técnicos apontam “superavaliação” de R$ 46,9 bilhões no passivo previdenciário no regime de servidores federais. “O TCU diz que a projeção de valores a serem desembolsados no futuro para pagar a previdência dos servidores está inflacionada”, criticou Leo de Brito.

Em contrapartida, no caso  dos benefícios de militares inativos, os técnicos do TCU detectaram um problema oposto ao do regime dos servidores federais: as cifras foram subavaliadas em R$ 45,47 bilhões.

Segundo o documento, cerca de R$ 20 bilhões do passivo subavaliado dos militares estão relacionados ao impacto das mudanças feitas em 2019 nas regras do chamado “adicional de habilitação”. A gratificação está vinculada ao nível de formação dos militares, e os valores foram reajustados como parte da reforma da Previdência da categoria.

 

(*) Com informações da Agência Câmara de Notícias

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