Manaus, 15 de julho de 2026
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Manaus, 15 de julho de 2026

Cenário

Direita amazonense silencia após nova condenação de Bolsonaro

Lideranças como Maria do Carmo, Alberto Neto e vereadores aliados evitam comentar decisão do STF que manteve condenação do ex-presidente.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis réus na ação penal sobre a trama golpista repercutiu em todo o país, menos entre os principais nomes da direita amazonense.

Com o placar de 4 votos a 0, a Primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração apresentados pelas defesas dos condenados, que tentavam evitar o cumprimento das penas em regime fechado. O relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O ministro Luiz Fux não participou da votação, pois se transferiu recentemente para a Segunda Turma, após ter votado anteriormente pela absolvição de Bolsonaro.

Com a decisão, o julgamento virtual foi encerrado, e caberá agora a Alexandre de Moraes determinar quando Bolsonaro e os demais réus começarão a cumprir pena.

Silêncio estratégico

No Amazonas, o resultado provocou um silêncio quase total entre os aliados locais do ex-presidente. Nenhum dos vereadores bolsonaristas de Manaus, Carpe Andrade, Coronel Rosses e Sargento Salazar, se manifestou nas redes sociais sobre o caso.

Mais surpreendente, porém, foi a ausência de qualquer comentário de Maria do Carmo e deputado federal Alberto Neto, que se apresentam como os principais representantes e herdeiros políticos de Bolsonaro no estado para as eleições de 2026.

Ambos costumam citar o ex-presidente em discursos e publicações, mas, diante da confirmação da condenação no Supremo, preferiram manter o silêncio.

Falta de posicionamento

O comportamento reforça o contraste entre o discurso de lealdade à figura de Bolsonaro e a falta de enfrentamento público quando o líder político é atingido por novas decisões judiciais.

Enquanto os aliados locais evitam se comprometer com o debate, a decisão do STF consolida mais um capítulo da crise que cerca o bolsonarismo, inclusive dentro do Amazonas, onde o grupo tenta se reestruturar para o próximo pleito.

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