Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Direita no AM reage à prisão de Bolsonaro e fala em perseguição política

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro citam problemas de saúde e comparam caso a episódios de injustiça.

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Débora Menezes (Foto: Hudson Fonseca/Aleam) Raiff Matos (Foto: Ney Fábio/Assessoria) Coronel Rosses (Foto: Dicom) Capitão Carpê (Foto: Divulgação/Assessoria) Maria do Carmo (Foto: Divulgação/Instagram @mariadocarmoseffair) Coronel Menezes (Foto: Divulgação/ Instagram @coronel.menezes)

Manaus (AM) – Políticos da direita do Amazonas se pronunciaram na manhã deste sábado (22/11) após a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os que se manifestaram estão a deputada Débora Menezes, o ex-superintendente da Suframa, Coronel Menezes, os vereadores Coronel Rosses, Capitão Carpê, Raiff Matos e a pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo. Todos os políticos são do Partido Liberal.

“Até orar é proibido”, diz Coronel Rosses

Em vídeo, o vereador Coronel Rosses afirmou que a prisão ocorreu por causa de “uma oração”.

“Enquanto isso, nove mil traficantes foram soltos e estão livres nas ruas. Se isso não faz você entender que vivemos em uma ditadura, você só vai entender quando estiver preso. Está na cara: censuras, perseguições, violações de leis. O mundo já percebeu que o sistema fará de tudo para calar um homem. Dessa vez, a desculpa foi uma vigília convocada na frente do condomínio do presidente”, disse.

Rosses afirmou ainda que “orar no atual governo é proibido” e criticou decisões judiciais.

“A mesma Justiça que prendeu Bolsonaro concedeu habeas corpus, só em 2024, para nove mil traficantes. O mesmo Supremo que persegue Bolsonaro liberou 577 traficantes no ano passado. Isso não é lei, não é justiça. Eles podem tentar calar um homem, mas suas ideias só se fortalecem”, alegou.

Débora Menezes fala em “decisão autoritária”

A deputada Débora Menezes classificou a prisão como “revoltante” e atacou a atuação do ministro Alexandre de Moraes.

“Acordamos com mais uma decisão autoritária contra a oposição e contra Bolsonaro. Ele é o único preso domiciliar que tem polícia na frente, dentro, fora e atrás da casa. Isso já é um absurdo. Ele estava há mais de seis dias preso ilegalmente e agora é levado à prisão preventiva. Sabemos que é retaliação às manifestações que estavam sendo organizadas”, ressaltou.

Ela afirmou que Bolsonaro sofre “perseguição política” e citou sua saúde debilitada em razão da facada.

“A gente não consegue se conformar com tanta covardia. Além de todas as injustiças que ele vem sofrendo, Bolsonaro tem problemas graves de saúde decorrentes da facada que recebeu. É muita covardia fazerem isso com ele apenas para humilhar, perseguir e tentar intimidar a oposição ao Lula. Mas eles não vão conseguir, porque sabemos que a verdade está do nosso lado e nós não iremos parar”, disse a deputada em vídeo.

Em outra postagem, Menezes chamou a prisão de “um dos maiores absurdos da Justiça brasileira”.

“A prisão do presidente Bolsonaro é um dos maiores absurdos cometidos pelo que chamamos de justiça brasileira… O MAIOR líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo e agora é levado à prisão! Lutaremos até o fim contra essa injustiça!”, disse.

Raiff Matos: “É um lamento nacional”

O vereador Raiff Matos disse que o país “amanheceu com a alma cortada” e classificou a prisão como “injustiça anunciada”.

“Vimos um homem que lutou pela pátria, pela família e pela liberdade ser tratado como criminoso, enquanto corruptos seguem soltos”, disse.

Matos comparou o caso à história bíblica de José:

“José também foi preso injustamente, humilhado e esquecido, mas Deus estava com ele. A verdade prevaleceu no final. Acreditamos que a verdade também encontrará um caminho agora”, citou.

https://www.instagram.com/reel/DRW4ulEgDOO/?igsh=MXY2bmw2dnhqZHQweQ==

Capitão Carpê diz que país vive “dias sombrios”

Nas redes sociais, o vereador Capitão Carpê afirmou que a decisão do STF marca “dias sombrios” para o Brasil.

“Alegando novamente ‘risco de fuga’, Moraes determinou que Bolsonaro fosse preso e levado à sede da Polícia Federal. Isso é ainda pior porque sua condição de saúde piorou nos últimos meses, consequência da facada que ele sofreu”, escreveu na postagem.

Maria do Carmo cita Bíblia e fala em perseguição política

A pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo, citou em vídeo um versículo de Salmos e afirmou acreditar que “Deus não abandona quem caminha na verdade”. Ela classificou a prisão como “perseguição” e criticou a data da operação.

“O que estão fazendo com Bolsonaro não surpreende. Não é justiça, é sadismo, crueldade ordenar a prisão no dia 22. A esquerda esperou o fim da COP30, esperou o silêncio dos holofotes internacionais e avançou no meio de um feriadão, quando o país estava voltado para a família. Isso não é coincidência, é conveniência”, disse.

Coronel Menezes: “Perseguição política inadmissível”

O ex-superintendente da Suframa, Coronel Menezes, também se pronunciou e classificou o caso como perseguição política.

“É extremamente lamentável. O motivo foi o chamamento que o senador Flávio Bolsonaro fez para uma vigília e a suposta possibilidade de violação da tornozeleira eletrônica. Isso é inadmissível. Não podemos aceitar essa prisão preventiva inadequada e inapropriada. É perseguição política e precisamos reagir”, concluiu.

Sobre o caso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro após a Polícia Federal (PF) informar que ele teria demonstrado intenção de fuga ao tentar romper a tornozeleira eletrônica por volta de meia-noite. Um documento do Supremo aponta que o Centro de Monitoração do Distrito Federal registrou a violação do equipamento.

A decisão também leva em conta a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que poderia facilitar uma eventual tentativa de escape. Neste domingo (23), está marcada a audiência de custódia, por videoconferência, na Superintendência da Polícia Federal.

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