(Foto: Pedro França/Agência Senado & Reprodução/Redes Soociais)
Manaus (AM) – A distribuição do Fundo Eleitoral se tornou mais um ponto de tensão dentro do Partido Liberal (PL) no Amazonas. Em uma nova publicação, o candidato a deputado federal Costa e Silva voltou a confrontar publicamente o presidente estadual da legenda, Alfredo Nascimento, também candidato a deputado federal, e questionou os critérios utilizados para dividir os recursos entre os candidatos.
Segundo Costa e Silva, Alfredo Nascimento teria reservado R$ 3 milhões para a própria campanha e destinado outros R$ 3 milhões ao sargento Salazar. O candidato afirma ainda que os demais concorrentes mencionados por ele, como Coronel Rossi, delegado Pablo e Jean Batista, teriam recebido R$ 200 mil, enquanto ele teria sido contemplado com R$ 50 mil.
“Não é fácil fazer uma campanha com tamanha desproporcionalidade na distribuição dos recursos”, declarou.
A diferença nos valores levou Costa e Silva a cobrar publicamente explicações da direção estadual do partido. Ele afirma que Alfredo Nascimento não teria apresentado uma planilha ou realizado reuniões com os candidatos para explicar a definição dos repasses.
“Por que você não apresenta um mapa de votos dos candidatos nas eleições anteriores para que você tenha uma métrica de decisão de destinação de fundo eleitoral? Por que não há critério com você? Você age como se fosse dono do recurso público”, afirmou.
O candidato também retomou o desafio para que Alfredo Nascimento devolva os R$ 3 milhões que, segundo ele, foram destinados à sua campanha. Em contrapartida, Costa e Silva disse que devolveria os R$ 50 mil recebidos e os dois disputariam a eleição, nas palavras dele, “em pé de igualdade”.
A disputa em torno dos recursos ganhou ainda um componente judicial. Costa e Silva afirmou que soube pela internet de um processo movido por Alfredo Nascimento e declarou que, após ser intimado, pretende utilizar as ferramentas judiciais cabíveis. Segundo ele, a ação pede a remoção de vídeos publicados nas redes sociais e inclui uma multa de R$ 90 mil.
“O processo judicial, movido pelo Alfredo Nascimento, tenta calar minha liberdade de expressão”, disse.
Costa e Silva sustenta que suas manifestações tratam de uma questão pública relacionada ao uso do Fundo Eleitoral e afirma que seus vídeos apresentam fatos. Na publicação, ele voltou a criticar a condução dos recursos e questionou a concentração dos valores.
“Já não bastasse os 3 milhões de reais que ele reservou para si, ele ainda quer mais 90 mil? Que loucura, meu Deus!”, declarou.
Ao encerrar a publicação, Costa e Silva convocou os seguidores a compartilharem o conteúdo e classificou como tentativa de silenciamento a iniciativa judicial atribuída a Alfredo Nascimento.
O episódio expõe, nas próprias declarações do candidato, uma disputa pública dentro do PL do Amazonas em torno da distribuição dos recursos eleitorais e da atuação da direção estadual.
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