Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Drama de Manaus da falta de oxigênio começa a ser o mesmo em outras cidades do Brasil

Pelo menos outros quatro estados também registram cidades com escassez no abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde

Drama de Manaus da falta de oxigênio começa a ser o mesmo em outras cidades do país

Foto: Reprodução

O drama que Manaus viveu nos primeiros dias do ano, com a falta de oxigênio nos hospitais da cidade para pacientes de covid-19 e outras complicações, começa a ser o mesmo em outras cidades do país. Pelo menos outros quatro estados também registram cidades com escassez no abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde.

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Na região oeste do Pará, cerca de seis cidades vivenciariam um cenário de caos com o colapso do estoque de C02 nos hospitais. A situação mais grave é no município de Faro, com 8 mil habitantes, localizado na divisa com o Amazonas. Até o mês passado, os pacientes precisavam dividir e revezar um único cilindro de oxigênio no hospital da cidade.

Lá, o Governo do Pará intensificou a fiscalização em Santarém, Juruti, Terra Alta, Faro, Óbidos e Oriximiná, a fim de evitar a entrada de moradores do Amazonas. O temor é que a epidemia se agrave, principalmente em razão da nova cepa, identificada, primeiramente, em solo amazonense.

Ainda no Norte, em Roraima a situação não chegou a ficar crítica. Mas diante do aumento de casos e internações por covid-19, o governo buscou ajuda da Venezuela e Guiana, no final de janeiro, para evitar um colapso na saúde semelhante à que ocorreu no Amazonas.

Também há informações de que a Secretaria de Saúde de Roraima procurou diretamente a embaixada da Venezuela para que o país ajude no abastecimento de cilindros de oxigênio.

Outro local que ficou sem abastecimento de oxigênio foi Ji-Paraná, em Rondônia. Lá, o Hospital Cândido Rondon (HCR) chegou a informar, em janeiro, que não conseguia comprar cilindros de oxigênio e que por isso não receberia novos pacientes na unidade de saúde.

O hospital informou que atingiu a capacidade máxima de lotação em todos os leitos destinados a pacientes com covid-19. Porém, o secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo, chegou a descartar que o estado possa enfrentar um colapso referente à distribuição de oxigênio.

O caso mais recente de colapso pela falta de oxigênio é no município de São Sebastião, no litoral de São Paulo. No local, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado entraram com uma ação envolvendo a prefeitura do município e o Hospital de Clínicas de São Sebastião, após denúncias de falta de oxigênio para pacientes, além da falta de manutenção adequada dos equipamentos.

No último domingo (14), a cidade de Monte Carmelo, em Minas Gerais, também entrou na lista de cidades que enfrentam colapso no sistema de saúde e falta de cilindros de oxigênio. O prefeito Paulo Rocha (PSD) fez um apelo para receber cilindros de oxigênio para atendimento de pessoas internadas no município.

Na ocasião, ele informou que a demanda por cilindros na cidade supera a capacidade de fornecimento neste momento e que vai ter que transferir mais pacientes por falta de leitos.