Foto: Reprodução
O drama que Manaus viveu nos primeiros dias do ano, com a falta de oxigênio nos hospitais da cidade para pacientes de covid-19 e outras complicações, começa a ser o mesmo em outras cidades do país. Pelo menos outros quatro estados também registram cidades com escassez no abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde.
Leia mais: Sem previsão de estoque, vendedores comunicam falta de oxigênio em Manaus
Na região oeste do Pará, cerca de seis cidades vivenciariam um cenário de caos com o colapso do estoque de C02 nos hospitais. A situação mais grave é no município de Faro, com 8 mil habitantes, localizado na divisa com o Amazonas. Até o mês passado, os pacientes precisavam dividir e revezar um único cilindro de oxigênio no hospital da cidade.
Lá, o Governo do Pará intensificou a fiscalização em Santarém, Juruti, Terra Alta, Faro, Óbidos e Oriximiná, a fim de evitar a entrada de moradores do Amazonas. O temor é que a epidemia se agrave, principalmente em razão da nova cepa, identificada, primeiramente, em solo amazonense.
Ainda no Norte, em Roraima a situação não chegou a ficar crítica. Mas diante do aumento de casos e internações por covid-19, o governo buscou ajuda da Venezuela e Guiana, no final de janeiro, para evitar um colapso na saúde semelhante à que ocorreu no Amazonas.
Também há informações de que a Secretaria de Saúde de Roraima procurou diretamente a embaixada da Venezuela para que o país ajude no abastecimento de cilindros de oxigênio.
Outro local que ficou sem abastecimento de oxigênio foi Ji-Paraná, em Rondônia. Lá, o Hospital Cândido Rondon (HCR) chegou a informar, em janeiro, que não conseguia comprar cilindros de oxigênio e que por isso não receberia novos pacientes na unidade de saúde.
O hospital informou que atingiu a capacidade máxima de lotação em todos os leitos destinados a pacientes com covid-19. Porém, o secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo, chegou a descartar que o estado possa enfrentar um colapso referente à distribuição de oxigênio.
O caso mais recente de colapso pela falta de oxigênio é no município de São Sebastião, no litoral de São Paulo. No local, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado entraram com uma ação envolvendo a prefeitura do município e o Hospital de Clínicas de São Sebastião, após denúncias de falta de oxigênio para pacientes, além da falta de manutenção adequada dos equipamentos.
No último domingo (14), a cidade de Monte Carmelo, em Minas Gerais, também entrou na lista de cidades que enfrentam colapso no sistema de saúde e falta de cilindros de oxigênio. O prefeito Paulo Rocha (PSD) fez um apelo para receber cilindros de oxigênio para atendimento de pessoas internadas no município.
Na ocasião, ele informou que a demanda por cilindros na cidade supera a capacidade de fornecimento neste momento e que vai ter que transferir mais pacientes por falta de leitos.





