(Foto: Pedro França/Agência Senado)
Manaus (AM) – “É medida pouco experiente, desgastante e imatura”. Com essas palavras, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, classificou, nesta quarta-feira (6), a ação de parlamentares da oposição no Congresso Nacional, que têm impedido fisicamente o funcionamento das Casas Legislativas em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.
Em publicação nas redes sociais, Arthur Virgílio Neto destacou sua experiência na vida pública para criticar a ocupação dos plenários. Segundo ele, impedir o funcionamento do Congresso Nacional não é uma estratégia sustentável. “Não é atitude que dure para sempre”, afirmou o ex-prefeito.
A mobilização da oposição teve início após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretar prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. Em resposta, opositores passaram a ocupar fisicamente as mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Estratégia parlamentar ou obstrução institucional?
“Obstrução parlamentar é outra coisa. É questionar as matérias que vão a Plenário, é atuar fortemente nas Comissões. É insistir nisso até a parte incomodada recuar para negociar! Mas a ocupação física dos plenários não dura mesmo para sempre. É medida pouco experiente, desgastante e imatura”, escreveu Arthur Virgílio Neto em suas redes sociais.
A ação conta com o apoio do líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O parlamentar afirmou que deputados e senadores de oposição organizarão um revezamento para manter a ocupação das mesas diretoras ao longo dos próximos dias.
Reações no Congresso Nacional
A iniciativa da oposição visa protestar contra a prisão domiciliar de Bolsonaro e pressionar pela inclusão de projetos de anistia e do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes na pauta do Congresso.
Na Câmara e no Senado, parlamentares aliados ao ex-presidente ocuparam as mesas dos plenários, o que gerou críticas por parte de outros congressistas. Parlamentares da base governista repudiaram a ação, afirmando que ela compromete os trabalhos legislativos.
O vice-líder da maioria no Congresso, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), comparou o episódio aos atos de 8 de Janeiro.
“Ninguém pode parar pela força a atividade parlamentar e os trabalhos legislativos. É uma continuidade desse processo de golpe. Isso aqui é mais um ataque às instituições”, declarou. Para ele, a ação representa “uma chantagem contra o país”.
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