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Incubadoras estimulam novos empreendimentos em Manaus

As incubadoras são consideradas como fator determinante para alavancar as iniciativas de melhoramento contínuo da gestão e do negócio

As startups são empresas jovens e criativas em um momento no qual há muitas incertezas e também soluções a serem desenvolvidas e a partir dessas soluções, cria-se um empreendimento. Com o olhar no futuro, essas empresas têm a inovação e a transformação de processos como seus principais pilares e por isso, geralmente desenvolvem serviços inusitados e modernos.

Embora não se limite apenas a negócios digitais, uma startup necessita de inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional. E esse é o mais novo modelo de empreendedorismo do século.

A maioria das startups estão nas incubadoras da Ufam, Ifam, FAS, Cide e Inpa. (Divulgação)

De acordo com presidente do Conselho da Rede Amazônica de Instituições em Prol do Empreendedorismo e da Inovação (Rami), Goretti Araújo, no estado do Amazonas, o início do movimento se deu com a implantação de incubadores de empresas. “As incubadoras são consideradas como fator determinante para alavancar as iniciativas de melhoramento contínuo da gestão, do negócio e o aumento da competitividade das empresas” disse.

O ano de 2018 fechou com 10 mil startups por todo o Brasil, 30% a mais que em 2017. Em 2019, a expectativa é de que esse número aumente e chegue a 15 mil. Os dados são da Associação das Startups.

No Amazonas, a quantidade atualizada de startups que foram credenciadas na feira do Polo Digital realizada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese) no final de 2018 é de 60 empresas.

Segundo a superintendente da Rami, Jane Moura, na capital existe um nicho variado de novos empreendimentos. “Hoje em Manaus, há aproximadamente 40 startups de áreas diversas em negócios inovadores, como por exemplo aplicativos de celulares, cosméticos de base florestal e artesanal, alimentos, saúde, educação, biojóias, turismo e dentre outras” informou.

Além disso, segundo Moura, existe ainda startups na área da biotecnologia que recebem um grande apoio na preparação e certificação dos seus produtos e para exportação. “A maioria das startups estão nas incubadoras da Ufam, Ifam, FAS, Cide e Inpa” disse.

No Amazonas, o movimento de incubação, embora concentrado ainda em Manaus, tem avançado também no interior e com perspectiva de crescimento consistente.

Para Goretti, de uma forma geral, o principal resultado obtido com a implantação de incubadoras de empresas “é a criação de novos negócios e a dinamização da economia local, com efeitos diretos sobre a geração de empregos e renda na região”.

Estímulo

Ela destaca ainda que é importante estimular os alunos em universidades, isso porque muitas empresas começam no mercado, mas depois de um tempo não sobrevivem. O maior motivo da frustração é a ausência de impulsionamento para empreender.

“A maioria das incubadoras estão na academia e esta proximidade do aluno com empresas estimula a cultura empreendedora, à medida que propicia o contato do aluno com o ambiente empresarial e possibilita a aprendizagem de como transformar uma ideia criativa em negócio, promovendo a geração de novos empreendimentos” disse Goretti.

Empresas

Sandra Zanotto é dona da Amazon Doors, startup que está em processo de incubação no Centro de Apoio Multidisciplinar (CAM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A empresa oferece serviços tecnológicos e de consultoria tecnológica para quem utiliza produtos e ingredientes amazônicos em suas produções.

Os dados são da Associação das Startups. (Divulgação)

Para ela, tendo em vista o tipo de negócio que desenvolve é fundamental estar próximo de centros de pesquisas e centrais analíticas. Além disso, Zanotto afirma ainda que “o ideal era sair da incubadora e ir para um Parque Tecnológico, que seria um local onde estariam instaladas diversas empresas de diferentes seguimentos, mas que tem tecnologia como ponto focal de seus negócios” disse.

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