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18 de janeiro de 2021
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Produção industrial brasileira cresceu 2,6% em setembro, diz IBGE

Este é o quinto mês consecutivo de alta após tombo recorde causado pela pandemia de covid-19; crescimento eliminou as perdas do pior período da crise

Produção industrial brasileira cresceu 2,6% em setembro, diz IBGE
Foto: Reprodução

A produção industrial brasileira emendou o quinto mês consecutivo de alta após tombo recorde causado pela pandemia de covid-19 e eliminou as perdas do pior período da crise.

O crescimento em setembro foi de 2,6% em comparação com o mês anterior, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos cinco meses de recuperação, o setor compensou a perda de 27,1% entre março e abril, quando a pandemia atingiu o país e levou ao fechamento de comércio, bares, restaurantes e shoppings, a fim de promover o isolamento social para conter o avanço do coronavírus.

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No pico da covid-19, com tombos de 9,1% em março e 18,8% em abril, a produção industrial brasileira atingiu o pior patamar da história.

No acumulado do ano, a indústria brasileira recuou 7,2%. Em doze meses, retraiu 5,5%. Já na comparação com setembro do ano passado, a indústria cresceu 3,4%, interrompendo dez meses de resultados negativos seguidos nessa comparação.

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Mais uma vez, a indústria automobilística puxou os resultados do mês, que teve avanço generalizado em todas as categorias. Em veículos automotores, reboques e carrocerias, a alta foi de 14,1%, com expansão de 1.042,6% em cinco meses consecutivos de crescimento. Porém, o setor ainda está 12,8% abaixo do patamar de fevereiro.

Outras atividades cresceram pelo quinto mês seguido, como máquinas e equipamentos (12,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (16,5%) de couro e artigos para viagem e calçados (17,1%).

Já os segmentos de produtos alimentícios (1,2%), metalurgia (3,5%) e produtos de minerais não-metálicos (4,2%) também contribuíram com o resultado de setembro, informou o IBGE.

A indústria foi o setor da economia com maior queda no PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, quando recuou 12,7%, o maior tombo desde que o IBGE começou a calcular o PIB no formato atual, em 1996.

No trimestre, o PIB brasileiro caiu 9,7%, também um tombo inédito na história da pesquisa.

Para economistas, o ritmo da retomada vai depender da recuperação do mercado de trabalho, que ainda não deu sinais de reação à crise provocada pela pandemia.

 

(*) Com informações da Folhapress

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