Manaus – Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizaram um estudo que mostrou a relação direta da falta de exercícios durante a quarentena com os níveis de ansiedade e depressão desenvolvidos por pessoas que frequentam academias ou mantêm um estilo de vida esportivo. Os profissionais esportivos precisaram se adequar às novas necessidades do mercado e inovaram na hora de colocar todo mundo para suar.
A pesquisa foi realizada por meio de um questionário on-line, respondido por 1.853 voluntários, sendo 1.110 mulheres e 743 homens de todo o Brasil. A constatação foi de que 30% dos participantes apresentaram sintomas de depressão de grau moderado a grave e 23,3% possuíam sintomas de ansiedade de grau moderado a grave.
A exigência do mercado frente ao novo momento mundial aconteceu em todos os locais afetados pela pandemia. Segundo o professor de educação física e personal trainer, João Paulo, a mudança brusca no estilo de vida da população manauara afetou a autoestima e o emocional de praticantes de atividades físicas. Para ele, as pessoas perderam uma das ferramentas para cuidar do stress, ansiedade e problemas emocionais.
“As pessoas mudaram sua rotina de uma forma pesada e rápida. Todas as ferramentas que elas tinham para tirar o stress do dia a dia, frustrações, foi de certa forma tirados delas. Isso acarretou problemas emocionais sérios”, disse o personal trainer.
João Paulo atua como professor de educação física e como personal há 4 anos. Nesse período, ele nunca viu algo como a pandemia. João disse que, desde antes desse período, já desenvolvia juntos aos seus alunos, maneiras de praticar as atividades físicas em casa.
“Depois de um tempo foi percebido que deveria existir uma readaptação. Nós buscamos novas alternativas para realizar os exercícios em casa, o que de certa forma amenizou”, conta o professor.
O mesmo foi percebido pela professora de educação física e instrutora de dança, Shirley Araújo, que também precisou elaborar manobras junto aos alunos para driblar problemas emocionais no isolamento.
“Orientei os alunos a praticarem treinos com zumba em casa mesmo. Nós colocamos um som e praticamos o que já ensaiávamos desde antes da pandemia. A gente percebe que esse momento trouxe um desgaste mais do que físico às pessoas”, declarou.
O personal trainer João Paulo também elaborou maneiras de fazer os alunos não se deixarem afetar pelo isolamento. Em live ao vivo, no perfil do Facebook, dava aulas gratuitas de treinos em casa.
“Eu, inclusive, fiz inúmeras lives de graça no intuito de ajudar. Muitos entenderam que parar seria pior e viram que o esporte acima de tudo é saúde. Essa foi a maneira que eu encontrei de ajudar. Foi positivo, as pessoas participaram e eu deixei disponível para todas as gravações para que possam ser vistas quantas vezes quisessem”, finaliza o professor.





