A área que absorveu o maior impacto foi a de geração de energia que, entre 2013 e 2014, recebeu R$ 600 milhões em investimentos brutos, contra R$ 77 milhões no biênio passado. (Foto: Reprodução/Internet)

A área que absorveu o maior impacto foi a de geração de energia que, entre 2013 e 2014, recebeu R$ 600 milhões em investimentos brutos, contra R$ 77 milhões no biênio passado. (Foto: Reprodução/Internet)
Os investimentos brutos realizados no sistema de energia elétrica no Estado, pela Eletrobras Amazonas Energia, entre 2015 e 2016, foram 55% menores que o biênio anterior, passando de R$ 1,45 bilhão para R$ 646 milhões, uma perda de R$ 812 milhões. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 28, no Relatório de Administração, publicado no Diário Oficial da União (DOU), que traz o demonstrativo financeiro e ações desenvolvidas ao longo do último ano, pela unidade vinculada à Eletrobras.
A área que absorveu o maior impacto foi a de geração de energia que, entre 2013 e 2014, recebeu R$ 600 milhões em investimentos brutos, contra R$ 77 milhões no biênio passado. Ainda assim, entre os anos de 2015 e 2016, a concessionária apresentou aumento de 7% na aplicação de recursos, passando de R$ 312 milhões para R$ 334 milhões, incluindo as áreas de geração, transmissão distribuição (que recebeu 61% do valor do ano passado), programa Luz para todos, qualidade ambiental e infraestrutura de apoio.
De acordo com o relatório, “desde 2009, um ano depois da Eletrobras ter centralizado a gestão de suas empresas de distribuição, até 2015, a Amazonas Energia realizou investimentos que totalizaram R$ 3,8 bilhões. “Em 01 de julho de 2015 o processo de desverticalização foi concluído, ficando as atividades de Geração e Transmissão da capital sob a responsabilidade de uma nova empresa denominada Amazonas GT, desta forma os valores investidos, decorrentes das atividades de geração e transmissão, estão contemplados até junho de 2015”.
Sobre os atendimentos aos usuários, o relatório aponta que foram 1,2 milhão via telefone, dos quais 66 foram provenientes da Central de Atendimento(08007013001). Outros 233,7 mil atendimentos presenciais foram contabilizados, sendo 85,27% para demanda de serviços, que incluem as interrupções de fornecimento, e 14,73% para reclamações em geral.
Aumento de consumidores
Outra curiosidade contida no relatório é que, em 2016, a Empresa realizou no Estado a incorporação de 16.671 novos consumidores, sendo 15.242 residenciais, 461 comerciais e 992 nas outras classes. O Amazonas fechou o ano passado com 945,2 unidades consumidoras, sendo 556,2 mil na capital e 389 mil no interior. O número representa 5% a mais que em 2015, quando eram 898,9 mil consumidores.
Indústria e faturamento
“Ponto de atenção para a classe industrial, que teve redução de 24 consumidores em relação ao ano de 2016, refletindo o encolhimento da produção fabril no ano passado motivada pela crise econômica que afeta o país”.
De acordo com o documento, ano passado, o faturamento bruto da Amazonas Energia foi de R$ 2.847,6 milhões, representando um aumento de 34,11% sobre o ano anterior. Além dessa receita de comercialização, a Empresa recebeu um subsídio no montante de R$ 197 milhões da Conta de Desenvolvimento Energético-CDE e uma receita de R$ 315 milhões proveniente da energia comercializada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica-CCEE.
“A Eletrobras Distribuição Amazonas, ao ser interligada ao SIN (Sistema Interligado Nacional), possibilitou aos clientes regulados comprarem energia no Ambiente de Contratação Livre- ACL, resultando numa migração para o mercado livre de 52 consumidores do grupo A de junho a dezembro de 2016, equivalendo a uma receita de aproximadamente R$ 110 milhões que deixou de ser faturada nesse período”.
Cortes e inadimplência
Quase 288 mil cortes no fornecimento de energia foram contabilizados em 2016, representando um acréscimo de 72,9% em relação a 2015. Foram executados 33% dos cortes gerados em 2016 em comparação com 50% de realização em 2015. Em contrapartida, houve uma queda de 2,0% das ações de negativação no SPC e Serasa, que passaram de R$ 1.817 mil em 2015 para R$ 1.781 mil em 2016. As cobranças de parcelamento à vista e a prazo cresceram 315,4% e 285,6%, respectivamente, em relação ao realizado no ano de 2015.
A inadimplência ativa total, entendida como o estoque acumulado de créditos junto aos consumidores, alcançou, em dezembro de 2016, o saldo de R$ 433,3 milhões contra R$ 289,7 milhões em dezembro de 2015, representando um aumento de 50%. “Esse aumento expressivo no valor da inadimplência ativa em 2016, se deve em grande parte ao montante de R$ 154,248 mil referente ao saldo das principais dívidas (débitos vencidos de valores de grande monta, em média mais de cinco anos inadimplente, com ações judiciais e liminar impedindo ações de cobrança), que juntas representaram 35,6% do total”.
O relatório administrativo da Amazonas Energia, relativo ao exercício de 2016, foi assinado por seis diretores e uma contadora. São eles: Celso de Oliveira Sant´Anna (diretor financeiro), Valdemir Batista Milhomens (diretor de gestão), José Francisco Albuquerque da Rocha (diretor de geração distribuída), Paulo Eduardo Gama Maciel (diretor de operação, planejamento e expansão), Andressa Heirich Barbosa de Oliveira (diretora comercial), Cláudio Rubens Pinho Nilo (diretor de regulação e projetos especiais) e Viviane Brandão de Souza Martins (contadora).





