Maiori dos estudantes farão prova na própria escola e sala de aula onde estudam (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Segundo o ministro, a medida busca facilitar o acesso dos participantes ao exame e reduzir dificuldades de deslocamento. Em alguns casos, os estudantes poderão realizar a prova na mesma sala de aula em que acompanham as atividades escolares.
Branchini explicou que os outros 20% serão direcionados a locais diferentes, principalmente em situações específicas, como a de pessoas com deficiência que estudam em unidades sem estrutura adequada de acessibilidade.
Apesar da estimativa, o ministro orientou os candidatos a consultarem o cartão de confirmação na Página do Participante. A realização da prova na própria escola não está garantida para todos os inscritos.
Confira os horários das provas
O primeiro dia de aplicação do Enem será neste domingo (8). Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. As provas começam às 13h30.
No Amazonas, os candidatos devem considerar a diferença de uma hora em relação ao horário de Brasília. Assim, os portões abrem às 11h e fecham ao meio-dia, com início das provas às 12h30, no horário local.
No primeiro domingo, serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; além da Redação. A duração será de cinco horas e meia, com encerramento às 18h30 em Manaus.
O segundo dia será em 15 de novembro, com questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. A aplicação terá duração de cinco horas, terminando às 17h30 no horário de Manaus.
Mais de 5 milhões de inscritos
O Enem 2026 contabiliza 5.051.345 inscrições confirmadas. As mulheres representam 63,98% dos participantes, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Educação.
Durante a entrevista, o ministro destacou o crescimento da participação feminina na educação básica e no ensino superior, associando o avanço à ampliação do acesso à educação no país.
Tema da redação será mantido em sigilo
Branchini também comentou a elaboração do tema da redação. Segundo ele, a definição é feita por uma comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em ambiente seguro, para evitar vazamentos e garantir igualdade entre os participantes.
O ministro afirmou que os temas costumam abordar questões relacionadas à realidade brasileira e ao contexto social do período, mas ressaltou que a escolha não é feita diretamente pelo titular da pasta.
Enem abre portas para o ensino superior
A nota do exame pode ser utilizada em diferentes processos de ingresso e financiamento da educação superior. Entre eles estão o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que reúne vagas em instituições públicas; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em faculdades privadas; e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras de cada seleção.
Durante a entrevista, o ministro também mencionou iniciativas voltadas à ampliação do acesso ao exame, como o programa Pé-de-Meia, destinado a estudantes de baixa renda da rede pública, e a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).
Outra ferramenta citada foi o aplicativo MEC Enem, disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Educação. A plataforma oferece simulados e recursos de preparação, incluindo exercícios de redação com correção por inteligência artificial.
O ministro destacou que o objetivo das iniciativas é incentivar os estudantes a utilizarem o exame como caminho para continuar os estudos e ingressar no ensino superior.
(*) Com informações da Agência Gov.
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