O dirigente evitou projetar a continuidade ou a possível saída do comandante, assim como elogiou o trabalho realizado pelo treinador. A eliminação da equipe brasileira ocorreu com uma derrota por 2 a 1 para as francesas, anfitriãs da competição, em confronto definido apenas na prorrogação no último domingo.

Marco Aurélio Cunha. (Foto: Divulgação)
“Acho que ele (técnico da seleção) fez uma ótima Copa (do Mundo), independentemente das críticas de costume contra ele. Agora quem decide o futuro da seleção é o presidente da CBF. Sou tão funcionário da CBF quanto o Vadão”, ressaltou Marco Aurélio, em entrevista coletiva na porta do hotel onde o time de Marta estava hospedado, antes de seguir ao aeroporto para embarcar no voo de volta ao Brasil.
O coordenador também deixou claro que estaria preparado para a sua própria demissão do cargo que ocupa atualmente. “Se (os dirigentes) acharem, chegando ao Brasil, que nosso tempo (dele e de Vadão) deu, a gente vai entender. Se quiserem que a gente prossiga, a gente prossegue. Estou com a minha consciência absolutamente tranquila. Fiz tudo o que eu pude por essa seleção”, completou o dirigente.
Marco Aurélio ainda exaltou o desempenho da seleção brasileira no Mundial, no qual, antes da eliminação sofrida diante das francesas, conquistou vitórias sobre Jamaica (3 a 0) e Itália (1 a 0), além de ter sido derrotada pela Austrália (3 a 2) na fase de grupos da competição.
Após cair no Mundial, a seleção feminina foca como o seu próximo principal objetivo a Olimpíada de Tóquio-2020, competição para a qual já assegurou classificação ao conquistar o título do Copa América no ano passado. Depois do torneio continental, o time nacional amargou uma sequência de nove derrotas consecutivas e chegou ao Mundial desacreditado, mas evoluiu e exibiu um papel digno no torneio realizado na França.
(*) Com informações da Estadão Conteúdo





