(Foto: Divulgação/Redes sociais)
Manaus (AM) – Com a chegada do mês de março, o cenário político no Amazonas entra em uma fase decisiva. O prazo de desincompatibilização, que exige que ocupantes de cargos públicos se afastem de suas funções até seis meses antes do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, já bate à porta, confirmando os planos antecipados pelo superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, no início do ano.
Rumos políticos
Em entrevista concedida em janeiro, Saraiva já havia sinalizado que deixaria a autarquia no “período legal de afastamento”. Com o calendário eleitoral avançando, sua saída oficial está prevista para o final deste mês de março.
O objetivo central de sua desincompatibilização é a filiação ao PSD para reforçar a campanha do senador Omar Aziz ao governo do Estado, além de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Quem assume?
A iminente vacância no cargo máximo da Suframa já movimenta os bastidores em Brasília e Manaus. Diferente de anos anteriores, em que a indicação passava fortemente pelo crivo do governador do Estado, a atual incerteza sobre a permanência de Wilson Lima no cargo (que pode sair para disputar o Senado) abriu espaço para novas articulações.
Nos bastidores, cresce a possibilidade de o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin optar por um perfil técnico para este período de transição. Dois nomes da própria “casa” despontam como favoritos:
Leopoldo Augusto Melo Montenegro Júnior: Atual superintendente de Projetos, é um técnico respeitado com boa interlocução junto ao PT.
Luiz Frederico Oliveira de Aguiar: Superintendente adjunto executivo e “número 2” da autarquia. Sua nomeação representaria uma linha de continuidade administrativa por sua proximidade com a gestão de Bosco Saraiva
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