
Manifestação aconteceu em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus (Bruno Pacheco/Amazonas1)
Ex-funcionários da empresa VulcaPlast realizaram um ato de protesto em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Sul de Manaus, solicitando que as autoridades judiciárias concluam os autos dos processos para que os pagamentos dos trabalhadores sejam efetuados. A manifestação iniciou por volta das 8h desta segunda-feira, 1° de julho.
Conforme um dos ex-funcionários da empresa, Igo Patrício da Silva, mais de 800 trabalhadores estão sendo afetados em um processo que já se enrola há oito anos.
“Estamos aqui procurando respostas, porque o processo já está rolando há oito anos e ainda não fomos indenizados. Têm colegas nossos que já faleceram esperando esse dinheiro, amigas grávidas também não receberam auxílio-maternidade. Somos mais de 800 funcionários e nenhum recebeu indenização ainda. Eles mandam a gente de um lado para outro e o que nós podemos fazer é apelar, pedindo ajuda dos órgãos competentes”, denunciou Igo.
Para o ex-funcionário Ilson Valera, que era do setor de manutenção da empresa VulcaPlast, a maior preocupação é com o pagamento do INSS.

Ilson Valera, ex-funcionário da Vulcaplast (Foto: Gabriel Ricardo/Amazonas1)
“Eu trabalhei na empresa por quatro anos e sete meses. A empresa parou de trabalhar, simplesmente estava trabalhando de noite e de manhã, não funcionou mais. O mais preocupante de toda essa situação é com o nosso INSS que eles ainda não pagaram” denunciou Ilson informando também, que o pagamento do FGTS e INSS também estão atrasados”.
Falência
Os autos do processo judicial indicam como causas determinantes da falência, “o fato de os adquirentes terem levantado em torno de R$ 70 milhões da empresa, no período de 2009 à 2011, fato este que se encontra em investigação da Polícia Federal.”
A reportagem entrou em contato com a empresa, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta.
Terceirizados
Na busca de tentar receber seus direitos trabalhistas, ex-funcionários das empresas Total Saúde, Salvare, Instituto Novos Caminhos (INC), fizeram um ato de protesto na frente do prédio da Justiça Federal, para solicitar que as autoridades judiciárias formalizem a conclusão dos autos dos processos e façam o pagamento aos trabalhadores.
Mais de 500 ex-funcionários das empresas terceirizadas contratadas pelo INC e ex-funcionários do Instituto estão brigando na Justiça para receber suas indenizações, pelo tempo em que trabalharam nas unidades de saúde gerenciadas pela organização social, prestadora de serviços à Secretaria de Estado de Saúde (Susam).
Os ex-funcionários afirmam que não tiveram nenhum envolvimento ilícito com o Instituto Novos Caminhos e por conta disso merecem receber seus direitos trabalhistas, uma vez que a Justiça recuperou parte do dinheiro desviado e também recolheu bens dos envolvidos.
“Somos trabalhadores honestos. Cumpria meu horário de trabalho e tenho direito de receber minha indenização. Os ex-funcionários não tem culpa do que aconteceu, pois éramos empregados da organização social”, afirmou um dos líderes do movimento, Joames de Souza Ferreira.
Outro problema relatado pelos ex-funcionários é que nenhum juiz libera o recebimento das indenizações e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mesmo que muitos deles tiveram suas causas ganham na Justiça do Trabalho.





