(Foto: Divulgação /Suframa)
Manaus (AM) – A empresa chinesa Kaifa anunciou um investimento de R$ 200 milhões para instalar uma nova fábrica em Manaus, fortalecendo o Polo Industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM).
A unidade será voltada à produção de hidrômetros inteligentes, equipamentos usados para medir o consumo de água de forma digital e mais precisa.
A decisão da Kaifa está diretamente ligada a um grande contrato público firmado em São Paulo. A Sabesp, companhia de saneamento do estado, fechou um acordo de R$ 3,8 bilhões com a Vivo para substituir 4,4 milhões de hidrômetros tradicionais por modelos inteligentes. Esse projeto é considerado estratégico para modernizar o sistema de abastecimento de água, reduzir perdas e melhorar a gestão do consumo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a Kaifa foi escolhida como fornecedora dos equipamentos, o que impulsionou a decisão de produzir no Brasil.
Geração de empregos e mais tecnologia na ZFM
A nova fábrica deve gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos, contribuindo para a economia local. O investimento também reforça o papel da Zona Franca de Manaus como um polo que vai além da produção tradicional, atraindo empresas de alta tecnologia, conectividade e soluções digitais.
Além de atender ao contrato da Sabesp, a planta instalada em Manaus será usada para exportar hidrômetros inteligentes para outros países da América Latina, ampliando a presença da Kaifa na região e fortalecendo a ZFM como base produtiva e logística.
Vantagens de produzir no Brasil
Ao escolher Manaus, a empresa chinesa reduz custos de transporte, atende às exigências da legislação brasileira e aproveita a estrutura industrial já existente na Zona Franca. A Kaifa atua fortemente na China e na Europa e está entre os principais fabricantes globais de equipamentos de medição para concessionárias de água e energia.
Com esse movimento, a empresa passa a integrar o grupo de multinacionais que veem a ZFM como um local estratégico para operações de maior valor agregado, ligadas à inovação e à tecnologia.
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