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Famílias questionam Prefeitura por interditar quiosques no bairro Alvorada

Pais e mães de família tiveram uma péssima surpresa nesta sexta-feira e agora não sabem como vão sobreviver.
• Publicado em 29 de maio de 2021 – 14:42

MANAUS, AM – Famílias com quiosques instalados na praça do Prosamim, localizada entre as ruas Alvorada esquina com a rua Loris Cordovil, no bairro Alvorada 1, na zona centro–oeste da capital amazonense, reclamam de uma medida do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que interditou, na manhã desta sexta-feira (28), todos os quiosques existentes no espaço utilizado há mais de 10 anos pelos comunitários.

A informação foi confirmada por mais de 20 trabalhadores que utilizam o local para obter seu sustento, como é o caso do morador e proprietário de um dos estabelecimentos, identificado como José Monteiro de 44, que trabalha no espaço há mais de 10 anos.

Ele reconhece que o local é um logradouro público, mas questiona a prefeitura e o órgão responsável pela atitude de interditar o local de trabalho.

“Trabalhamos aqui há muitos anos e nunca tivemos essa situação de interdição. Uma outra questão é um lixão que foi instalado aqui próximo da praça e, por conta disso, estamos perdendo o sossego. Temos certeza que houve foi um engano por parte do órgão público. Aguardamos um posicionamento a respeito dessa situação, afinal de contas, precisamos trabalhar!”, desabafou seu José.

Dona Sandra Maia, de 53 anos, trabalha no local desde a construção. Ela justifica que o local é público e nunca teve uma notificação dessa natureza.

“É uma situação difícil, usamos o local porque não temos para onde ir, se tivéssemos já teríamos saído. Agora, o que não pode, é a secretaria chegar aqui e sair lacrando tudo. Poxa, é o nosso trabalho, dependemos daqui para sustentar nossas famílias e pagar as contas!”, disse Sandra ao Portal Amazonas 1.

Atualmente em funcionamento existem mais de 20 quiosques distribuídos em setores do ramo Alimentício, Beleza e Entretenimento. Agora, os comunitários querem saber o que vai acontecer com eles.

No documento deixado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano, o órgão cita o artigo 7º da Lei Orgânica do Município de Manaus : “Qualquer atividade ou estabelecimento comercial, industrial, de prestação de serviço ou similar poderá instalar-se ou ser exercida no Município de Manaus, de forma fixa ou provisória, desde que tenha recebido do Poder Executivo Municipal a devida Licença de localização e funcionamento ou autorização. Conforme a lei complementar nº 9/2016 do Código de Posturas do Município. E dá um prazo de 30 dias para o proprietário dos estabelecimentos recorrer da interdição.”

As  famílias aguardam um posicionamento do Instituto Municipal de Planejamento Urbano, que, até o momento, não se pronunciou a respeito da decisão que afetou diretamente os comunitários. A população questiona por que os vereadores  eleitos pelo do bairro não fazem nada pela comunidade.

“Temos três vereadores eleitos aqui, mais ninguém faz nada. Complicado, quando querem voto eles fazem questão de vir aqui, inclusive o senhor prefeito David Almeida veio pedir voto aqui e agora expulsa a gente como se fôssemos lixo. É isso que ganhamos quando colocamos alguém no poder, muito triste isso!”, lamenta Ana Neiva, de 51 anos.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do órgão, mas, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

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