Manaus, 4 de outubro de 2026
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Manaus, 4 de outubro de 2026

Cenário

Federação UB/PP projeta 4 a 5 vagas e nomes conhecidos podem ficar sem cadeira na Aleam

Projeção concentra chances em deputados com mandato e deixa de fora nomes como Aldenor Lima, Marcel Alexandre e Marcellus Campêlo.

Plenario-vazio-Aleam. (Foto: Divulgação/Aleam)

Manaus (AM) – A projeção do analista Durango Duarte para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) coloca a federação formada por União Brasil e Progressistas entre as forças com maior potencial eleitoral em 2026. O cenário estima quatro a cinco cadeiras para o grupo.

O que chama atenção, porém, é a composição da lista de nomes considerados competitivos. Na projeção, aparecem Adjuto Afonso, Brena Dianná, Carlinhos Bessa, Dr. Jorge Lins, Dr. Gomes, Mário César Filho e Vandyelene Monteiro.

O grupo tem em comum a presença na atual estrutura parlamentar da Aleam, o que, segundo a análise, representa uma vantagem significativa na disputa proporcional.

Quem ficou fora do grupo principal

Apesar da força eleitoral projetada para a federação, outros nomes conhecidos do cenário político do Amazonas não aparecem entre os cotados apresentados por Durango. Entre eles estão Aldenor Lima, marido da deputada estadual Joana Darc; Marcel Alexandre, ex-vereador de Manaus; Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do governo Wilson Lima; Professora Jacqueline, vereadora de Manaus e ex-deputada estadual suplente; e Vivian Amorim, que ganhou projeção nacional como ex-participante do Big Brother Brasil.

Também fica fora da relação principal um nome do Progressistas: Rodrigo Sá, vereador de Manaus e ex-presidente do Detran-AM. A ausência não significa que esses candidatos estejam fora da disputa ou sem possibilidade de eleição. Trata-se da leitura projetada por Durango Duarte, que estabelece um grupo principal de nomes com maior possibilidade de conquistar as cadeiras estimadas para a federação.

A barreira do mandato

A explicação central para o cenário está na vantagem estrutural dos parlamentares que já ocupam uma cadeira na Assembleia. Deputados estaduais chegam à eleição com bases eleitorais construídas durante o mandato, atuação nos municípios, equipes parlamentares e utilização de emendas e estrutura institucional.

Na análise de Durango, essa diferença produz uma espécie de barreira à renovação. Com a federação projetada para conquistar quatro ou cinco vagas e sete nomes já destacados na relação principal, a disputa interna se torna especialmente apertada para quem tenta chegar à Aleam sem possuir atualmente um mandato estadual.

Aldenor tenta herdar espaço de Joana

Um dos casos que chamam atenção é o de Aldenor Lima, que disputa uma vaga na Aleam enquanto sua esposa, Joana Darc, deixou a corrida estadual para tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Joana foi uma das candidatas mais votadas para a Aleam em 2022 e construiu uma base eleitoral própria durante o mandato.

A tentativa de Aldenor representa, portanto, uma mudança dentro do grupo político da parlamentar: em vez de buscar a reeleição para a Assembleia, Joana disputa uma vaga federal, enquanto o marido tenta ocupar uma cadeira que ficará aberta na esfera estadual.

O ponto central da projeção, entretanto, é que a transferência desse capital eleitoral não é automática. Aldenor precisa disputar diretamente contra candidatos que já chegam à eleição com mandato, estrutura e bases consolidadas.

Fama não é necessariamente voto proporcional

Outro caso destacado é o de Vivian Amorim. Conhecida nacionalmente pela participação no BBB e pela carreira na televisão, Vivian possui uma exposição pública diferente da dos tradicionais candidatos à Aleam. A projeção, contudo, não a coloca entre os nomes principais da federação.

O cenário evidencia uma diferença importante na eleição proporcional: visibilidade pública não necessariamente significa densidade eleitoral suficiente para conquistar uma cadeira.
Na disputa por vagas na Aleam, além da votação individual, pesa o desempenho da chapa e a quantidade de votos necessários para que a legenda ou federação conquiste cadeiras.

Rodrigo Sá tenta furar a bolha

No Progressistas, Rodrigo Sá aparece em situação semelhante. Vereador de Manaus e ex-presidente do Detran-AM, ele possui experiência política e atuação institucional, mas disputa espaço dentro de uma federação que, na projeção, concentra suas principais possibilidades em nomes que já estão posicionados na estrutura estadual.

O mesmo raciocínio atinge Marcel Alexandre, Professora Jacqueline e Marcellus Campêlo: todos possuem trajetória política ou administrativa conhecida, mas não aparecem entre os nomes principais projetados para as quatro ou cinco vagas.

O recado da projeção

Mais do que apontar nomes, a análise de Durango expõe uma característica da disputa de 2026: a dificuldade de candidatos sem mandato romperem estruturas políticas já consolidadas.
No caso de União Brasil e Progressistas, a projeção trabalha com um cenário de baixa ou nenhuma renovação dentro das vagas estimadas, fazendo com que a disputa mais dura possa ocorrer justamente dentro da própria chapa.

Isso significa que, mesmo com quatro ou cinco cadeiras disponíveis, não basta estar em uma legenda forte para conquistar uma vaga. O candidato precisa superar concorrentes da própria federação e alcançar votação suficiente dentro das regras do sistema proporcional.

A projeção é um cenário eleitoral e não representa resultado antecipado das urnas. A composição definitiva da Aleam será conhecida somente após a votação e os cálculos oficiais da Justiça Eleitoral.

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