Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Filho de Ângela Bulbol reage à morte da mãe e diz que família enfrenta revolta

Juarez Bulbol afirma que vídeos e informações divulgados publicamente não mostram a totalidade dos fatos e pede respeito ao devido processo legal.

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(Foto: Divulgação/Instagram @juarezbulbol)

Manaus (AM) – O filho da ex-secretária de Estado e da Capital, Ângela Bulbol, Juarez Bulbol, utilizou as redes sociais na terça-feira (24) para divulgar uma nota de repúdio após a morte da mãe, que faleceu após ser atropelada em Manaus. A publicação expressa indignação, pedido de justiça e críticas à divulgação de conteúdos considerados fora de contexto sobre o caso.

Na manifestação, Juarez afirma que, em vez de viver o luto, a família enfrenta um sentimento de revolta diante das circunstâncias da morte e da forma como informações e imagens passaram a circular nas redes sociais e em portais de notícias. Segundo ele, parte desse material deveria estar sob investigação e não apresentaria a sequência completa dos fatos.

O filho relata ainda que teve acesso ao vídeo que circula publicamente e que, ao analisá-lo com atenção, identificou a ausência de trechos relevantes. De acordo com Juarez, o registro integral mostraria elementos importantes da cena, como uma lombada em frente à residência da família, reforçando a necessidade de que todo o contexto seja considerado antes de qualquer conclusão.

Na nota, ele questiona o objetivo da divulgação de conteúdos que, segundo afirma, apenas ampliam o sofrimento da família em um momento de dor profunda. Juarez também menciona que a mãe mantinha, no passado, relação de amizade com a pessoa envolvida no caso, que teria ocupado por muitos anos cargo público relevante na área de trânsito, com conhecimento técnico sobre normas e responsabilidades na condução de veículos.

O texto também aborda questionamentos levantados após o ocorrido, como o motivo de as autoridades não terem sido acionadas imediatamente e a ausência de vestígios aparentes quando a família retornou ao local para a realização da perícia. Segundo Juarez, são dúvidas legítimas que precisam ser esclarecidas com transparência pelas instâncias competentes.

Ele afirma que, após deixar o Hospital João Lúcio, dirigiu-se diretamente à Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência, ressaltando que a família sempre escolheu seguir os caminhos legais e que continuará agindo dessa forma.

Ao longo da nota, Juarez também rebate especulações e julgamentos públicos, afirmando que a família não fará ataques pessoais nem divulgará imagens que estejam sob sigilo de Justiça.

A mensagem final reforça a confiança no trabalho da polícia, da Justiça do Estado e em Deus, além do desejo de que os fatos sejam apurados com rigor e que eventuais responsabilidades sejam reconhecidas conforme a lei. A morte de Ângela Bulbol segue sendo investigada pelas autoridades competentes.

O acidente

O atropelamento que vitimou Ângela Bulbol ocorreu por volta das 17h da sexta-feira (20), em frente à residência da vítima, no condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus. A ex-gestora pública caminhava pelo residencial quando foi atingida por um carro e ficou em estado gravíssimo.

Após o acidente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou os primeiros socorros no local. Em seguida, Ângela foi encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, onde recebeu atendimento de emergência. Por volta das 22h, ela foi transferida para o Hospital Check-Up, no bairro Adrianópolis.

Na unidade de saúde, a equipe médica realizou exames, incluindo uma tomografia computadorizada de crânio, para avaliar as condições cerebrais da paciente. Apesar dos esforços, Ângela Bulbol não resistiu aos ferimentos e morreu no início da noite do último domingo (22). A família divulgou uma nota oficial de pesar comunicando o falecimento da Ângela.

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