Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Fiocruz alerta para avanço da influenza A no Amazonas

Estado está entre os que apresentam aumento ou manutenção das hospitalizações.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O Amazonas está entre os estados que mostram início ou continuidade no aumento das internações por influenza A. A informação é do novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (11).

De acordo com o levantamento, três estados do Norte tiveram crescimento nas hospitalizações pela doença: Amazonas, Pará e Tocantins. Santa Catarina, no Sul, também aparece com tendência de aumento.

No Nordeste, o boletim registrou crescimento nas internações em Bahia, Piauí e Ceará.

Já no Sudeste, a situação é diferente. Apesar da queda nas internações em São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a redução foi mais lenta no ES e RJ, o que exige atenção. Os dados são da Semana Epidemiológica 49, que vai de 30 de novembro a 6 de dezembro.

Crianças são mais afetadas pelo rinovírus

O InfoGripe explica que, entre crianças e adolescentes de até 14 anos, o rinovírus continua sendo o principal causador de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Entre bebês e crianças de até 2 anos, também aparecem muitos casos ligados ao metapneumovírus.

No Sudeste e no Centro-Oeste, a queda nos casos de SRAG entre jovens, adultos e idosos está ligada à redução das internações por influenza A. Mas, no Norte e no Nordeste, os casos graves continuam crescendo.

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(Foto: Reprodução/Infogripe )

Vírus mais detectados nas últimas semanas

Nas últimas quatro semanas, os exames laboratoriais mostram o seguinte cenário entre os casos de SRAG:

  • Rinovírus: 41,1%

  • Influenza A: 22,9%

  • Covid-19: 12,1%

  • Vírus sincicial respiratório (VSR): 4,8%

  • Influenza B: 2,4%

A circulação de influenza B e VSR foi menor no período.

Situação da SRAG em 2025

Em 2025, o Brasil já registrou mais de 220 mil casos de SRAG. Desses:

  • 52,5% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório

  • 37,3% deram negativo

  • 3,8% ainda aguardam resultado

Entre os casos positivos, os vírus mais frequentes foram:

  • VSR: 37,8%

  • Rinovírus: 29,1%

  • Influenza A: 23,1%

  • Influenza B: 1,2%

  • Covid-19: 8,5%

O país já registrou mais de 13 mil mortes por SRAG em 2025, sendo mais da metade confirmada para vírus respiratórios.

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