Manaus, 28 de julho de 2026
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Manaus, 28 de julho de 2026

Economia

Governo amplia prazo do Desenrola 2.0 para renegociar dívidas

Mais de 9 milhões de famílias já aderiram ao programa, que oferece descontos de até 90% e juros reduzidos.

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(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Manaus (AM) – O governo federal vai prorrogar até 31 de agosto o prazo de adesão ao Desenrola 2.0, programa voltado à renegociação de dívidas para pessoas físicas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a extensão será oficializada por meio de um ato a ser publicado até sexta-feira (31).

Segundo o Ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões em dívidas, por meio de cerca de 3,6 milhões de acordos firmados até o fim de junho. Com isso, o estoque de débitos caiu de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.

De acordo com o ministro, a prorrogação permitirá que mais brasileiros regularizem sua situação financeira antes de buscar novas linhas de crédito, como financiamentos para compra de carros e motocicletas.

“Esse prazo adicional vai ser importante para que as pessoas possam resolver eventuais pendências no Desenrola antes de contratar operações de crédito para carro e moto”, afirmou Durigan.

O ministro destacou ainda que a ampliação do prazo não exigirá novos aportes do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e, segundo ele, não terá impacto nas contas públicas.

Até o momento, mais de 9 milhões de famílias utilizaram o programa. Com a prorrogação, a expectativa do governo é alcançar 10 milhões de famílias beneficiadas. Ainda segundo a Fazenda, cerca de 1,6 milhão de participantes optaram pelo pagamento parcelado das dívidas.

Como funciona o Desenrola 2.0

Lançado em maio, o Desenrola 2.0 é destinado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e permite renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

O programa contempla débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), oferecendo juros de até 1,99% ao mês e descontos que variam entre 30% e 90%, conforme o tipo de dívida e o prazo de pagamento.

Outra possibilidade prevista é a utilização de recursos do FGTS para quitar débitos. Pelas regras, o trabalhador pode usar até 20% do saldo disponível do fundo ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.

O governo também utiliza recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para oferecer garantias às instituições financeiras que participam do programa. A operação, que recebeu R$ 5,7 bilhões em aportes públicos, é alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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