(Foto Charles Vieira Assessoria)
Manaus (AM) – Flávio Bolsonaro (PL) foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições 2026 e não chegará ao Palácio do Planalto. Com 99,91% das urnas apuradas, o senador recebeu 59.794.973 votos, correspondentes a 48,23% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 64.182.421 votos e 51,77%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A derrota representa um revés para o projeto político que buscava manter o bolsonarismo no centro do poder federal por meio de um integrante da própria família Bolsonaro. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio entrou na disputa com o peso de um sobrenome que mobiliza uma parcela expressiva do eleitorado, mas também carrega a polarização que marca a política brasileira nos últimos anos.
A vantagem do 1° Turno não foi suficiente
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou na frente, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.876.617 votos, ou 45,16%, segundo a totalização divulgada pelo TSE. A diferença inicial foi de aproximadamente 2,23 milhões de votos.
O resultado colocou o senador em posição numericamente superior na primeira etapa, mas não garantiu a vitória. Sem alcançar mais da metade dos votos válidos, Flávio precisou enfrentar Lula em uma nova votação, na qual os dois candidatos disputaram o apoio dos eleitores que haviam escolhido outras candidaturas ou não haviam definido sua preferência no primeiro turno.
A campanha foi marcada pelo confronto entre propostas econômicas, políticas sociais, segurança pública e diferentes visões sobre o papel do Estado. Também esteve em jogo a continuidade do governo Lula e a tentativa do PL de retomar a Presidência da República.
O peso do sobrenome Bolsonaro
A candidatura de Flávio foi apresentada como uma alternativa de continuidade ao campo político liderado por Jair Bolsonaro. Senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente, ele disputou pela primeira vez a Presidência da República.
A campanha, no entanto, precisou enfrentar uma questão central: até que ponto a identificação com o bolsonarismo seria suficiente para conquistar uma maioria nacional. O resultado final deverá ser analisado à luz da votação por região, do desempenho nas principais cidades e da distribuição dos votos entre os eleitores que participaram do segundo turno.
O futuro do PL e da oposição
Com a derrota confirmada, o PL terá de reorganizar sua atuação diante de um novo mandato de Lula. Flávio Bolsonaro deverá definir como pretende exercer seu mandato no Senado e qual será seu papel na oposição ao governo federal.
O resultado também abre espaço para disputas internas sobre a liderança do campo conservador, a estratégia eleitoral para os próximos anos e o peso da família Bolsonaro na escolha de futuras candidaturas.
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