Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Entretenimento

Flor Matizada clama pela resistência das comunidades tradicionais e a inclusão

O tema anunciou o alvorecer de um novo tempo, clamando pela resistência das comunidades tradicionais, negros, indígenas e ribeirinhos.

(Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa)

Manacapuru (AM) – No sábado (31), a ciranda pioneira de Manacapuru, a Flor Matizada, levou seu espetáculo “O alvorecer matizado: um voo pela vida” à arena do Parque do Ingá. O 26º Festival de Cirandas de Manacapuru, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, recebeu um público de mais de 9 mil pessoas, lotando o anfiteatro do município (a 68 quilômetros de Manaus).

A ciranda lilás e branco representou a arte popular do povo manacapuruense em um espetáculo ousado e surpreendente. O tema anunciou o alvorecer de um novo tempo, clamando pela resistência das comunidades tradicionais, negros, indígenas e ribeirinhos, em harmonia na floresta, com os seres imaginários. Para este ano, a Matizada, que é referência em espetáculos grandiosos, não buscou fazer diferente.

Entre os personagens folclóricos mais emblemáticos da ciranda, o carão que, desta vez, ganhou forma feminina. Arina Costa, integrante de um dos corpos artísticos do Estado, se apresentou pela primeira vez no Cirandódromo.

Representando a cultura manacapuruense, Izaely Noguchi no papel de Constância, há seis anos, assume um dos personagens mais tradicionais das cirandas. “No momento que a gente entra, a gente esquece tudo. Porque a roupa incomoda, a cabeça dói, mas no momento que a gente pisa aqui, esquece todos os problemas, tudo o que você está pensando naquele momento é único. Você se desliga do mundo e vai ser feliz”, revelou Izaely, momentos antes de entrar na arena.

As vozes expoentes de Márcia Siqueira e Mara Lima, somadas à versatilidade de Patrick Araújo, reforçaram o time de cantadores da Flor Matizada. Também teve a presença estrelada do artista amazonense Adanilo Silva, representando a cultura indígena. Espetáculo à parte da Família Matizada, a torcida “Fama”, que empolgou e fez o seu papel. Ao final, a ciranda se transformou em uma grande festa da cultura popular e da inclusão com a partipação de Portadores de Deficiência e de grupos da Terceira Idade de Manacapuru.

Neste domingo (1º/09), a terceira e última noite do 26º Festival de Cirandas de Manacapuru, a partir das 21h30, apresenta-se a Ciranda Guerreiros Mura.Espaço acessível

Durante toda a temporada do Festival de Cirandas de Manacapuru, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com apoio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), conta com um espaço acessível aos Portadores com Deficiência. No sábado, associações de Manacapuru, que atuam no trabalho com o PcD, participaram da ação integrada de inclusão, presente nos eventos culturais do estado.

O gerente da Biblioteca Braille do Amazonas, Gilson Mauro, falou sobre a importância do espaço que dispõe de intérprete de Libras e o recurso de audiodescrição.

 

(*) Com informações da assessoria

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