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Fuam realiza Mutirão Dermatológico neste sábado (27) na zona norte

• Publicado em 25 de maio de 2017 – 21:40
FUNDACAO DE DERMATOOGIA TROPICAL E VENEROLOGIA ALFREDO DA MATA. FOTO: ROBERVALDO ROCHA / CMM
A Fundação disponibilizará uma equipe multiprofissional para a realização de serviços como consultas dermatológicas, exames de pele e Testes Rápidos para HIV e Sífilis. (Foto: Robervaldo Rocha/ CMM)

A Fundação Alfredo da Matta realizará, no próximo dia 27 (sábado) de maio, das 8h às 12h, na Escola Estadual Professor Waldocke Fricke de Lyra (Colégio Militar da Policia Militar – CMPM III), na comunidade São Pedro, zona norte de Manaus, o 3º Mutirão Dermatológico de 2017. Serão distribuídas 800 fichas para a comunidade.

“O objetivo dos nossos mutirões é realizar exames para busca de novos casos de hanseníase, doenças dermatológicas e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente HIV e sífilis”, explicou o diretor-presidente da Fuam, Dr. Helder Cavalcante.

A Fuam disponibilizará uma equipe multiprofissional, formada por dermatologistas, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, bioquímicos, assistentes sociais, técnicos e administrativos, para a realização de serviços como consultas dermatológicas, exames de pele, Testes Rápidos para HIV e Sífilis, aconselhamento na área de ISTs e dispensação de medicamentos prescritos nas consultas médicas.

 Dados epidemiológicos 

A hanseníase apresenta ano a ano, comportamento descendente, com redução da incidência. A doença passou de 75,5 casos por 100 mil habitantes em 1990 para 10,46 casos para cada grupo de 100 mil habitantes em 2016, o que representou uma redução de 86,14%. Apesar da diminuição dos números ser significativa, a doença ainda é considerada com parâmetro de endemicidade alto.

Em Manaus, município do Estado que apresentou maior número de casos em 2016 (foram 166 casos novos), a zona norte, local deste 3º Mutirão, é a segunda zona com maior incidência de casos de hanseníase: 45 novos casos, em 2016, ou 27,8% de todos os casos detectados. A zona leste ainda é a área com maior número de casos com o número de 53 ou 32,7%.

Sinais e sintomas

A hanseníase é uma doença que pode ser detectada com um simples exame de pele. A doença tem cura, desde que a pessoa com suspeita faça o tratamento em tempo hábil. O tratamento é gratuito e feito em qualquer unidade básica de saúde.

A hanseníase é uma doença infecciosa transmitida por um bacilo (Mycobacterium leprae), atingindo principalmente pele e nervos de extremidades do corpo, como em braços, pernas e pescoço. A doença passa de uma pessoa sem tratamento para outra, atrás das vias respiratórias e quando estas mantém contato direto e frequente. A maioria da população adulta é resistente à hanseníase. A partir do momento que uma pessoa diagnosticada com hanseníase inicia o tratamento com medicamentos, ela não mais transmite a doença.

Cura

O tratamento para a cura é gratuito e dura de 6 meses a 1 ano, dependendo da forma que acomete o doente. Quanto mais cedo acontece e se inicia o tratamento, melhor será a sua resposta aos medicamentos, evitando possíveis sequelas e quebrando a cadeia de transmissão da doença.

Outra medida importante é o acompanhamento dos chamados “contatos”, ou seja, pessoas que mantenham contato íntimo e prolongado com uma pessoa doente (normalmente seus familiares). Na Fuam, familiares e todos os “contatos” de um paciente com hanseníase tem prioridade no atendimento e podem fazer regularmente acompanhamento com os especialistas.

Fonte: Secom

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