(Foto: Freepik/Gerado por IA)
Manaus (AM) – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dr.ᵃ Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), lançou um relatório nesta quinta-feira (10) sobre casos de violência autoprovocada (como tentativas de suicídio e autoagressão) para subsidiar ações de políticas públicas e intervenções interinstitucionais. O objetivo é fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações para combater esses problemas.
Conforme os dados, em 2023, foram registrados 761 casos de lesões autoprovocadas, sendo 61,6% das vítimas mulheres. A faixa etária mais afetada é a de jovens entre 20 e 29 anos, que corresponde a 31,8% dos casos.
A diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, ressaltou que a prevenção ao suicídio deve ser um trabalho contínuo e não apenas concentrado no mês de setembro (durante o “Setembro Amarelo”, campanha de conscientização sobre suicídio). Ela destaca a necessidade de sensibilizar profissionais de saúde e a sociedade para a importância dessa prevenção ao longo do ano.
O boletim foi elaborado pela Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (GVDANT), em parceria com outras áreas da FVS-RCP. As informações vieram de sistemas de notificação oficial de saúde, como o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e o SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade).
Cassandra Torres, coordenadora do Viva na FVS-RCP, destacou que a função da vigilância em saúde é divulgar esses dados de forma responsável, ajudando a promover a saúde pública, e ressaltou que o comportamento suicida tem fortes ligações com fatores sociais, além dos transtornos mentais.
Histórico das notificações
Desde 2006, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), que monitora casos de violência. Em 2011, a violência passou a ser uma condição de notificação obrigatória. A partir de 2017, tentativas de suicídio passaram a ser notificadas imediatamente, ou seja, em até 24 horas após o fato.
Esses dados são utilizados para construir políticas públicas e promover ações voltadas para a prevenção e promoção da saúde, com foco na prevenção ao suicídio e na construção de uma cultura de paz.
Confira os dados completos:
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