(Foto: Paulo Andrade /Assessoria Caprichoso e Yasmin Cadore/ Assessoria Garantido)
Manaus (AM) – A investigação sobre os preços considerados abusivos no Festival de Parintins para o anos de 2026, ganhou novo alcance após decisão do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que agora busca responsabilizar todos os envolvidos na definição dos valores.
A ampliação ocorre porque o MPAM solicitou à Justiça a inclusão dos bois Garantido e Caprichoso como réus no processo, antes direcionado apenas à empresa Amazon Best, responsável pela venda de ingressos e pacotes.
A medida foi motivada por um documento apresentado pela própria Amazon Best, no qual a empresa indica que as duas agremiações teriam participado ativamente da formulação da política de preços do festival. O conteúdo, no entanto, despertou desconfiança no MPAM.
O órgão percebeu que o termo foi assinado após o início da ação judicial, o que pode caracterizar tentativa de justificar os reajustes e diluir a responsabilidade pelo aumento repentino e considerado injustificável dos valores.
Para o Ministério Público, a participação dos bois na definição da tabela de preços torna Garantido e Caprichoso corresponsáveis pela escalada dos custos, que há meses vem gerando reclamações de consumidores e impactando a acessibilidade de um dos maiores eventos culturais do país.

(Foto: Reprodução)
Contexto
No último dia 5 de novembro, a Justiça já havia atendido um pedido de tutela cautelar de urgência do MPAM e determinado a suspensão da venda de ingressos para a edição de 2026 do Festival de Parintins. Assinada pela juíza Simone Laurent Arruda da Silva, a decisão proibiu qualquer tipo de comercialização de ingressos pela Amazon Best, seja de forma presencial ou online.
Com a inclusão dos bumbás na ação, o processo judicial passa a examinar todo o sistema de precificação do festival, e não apenas a atuação da empresa intermediadora. A nova fase sugere que o Ministério Público pretende identificar e responsabilizar todos os agentes envolvidos na cadeia de decisões que levaram aos aumentos considerados desproporcionais.
A investigação segue em andamento e pode resultar em novas medidas judiciais, caso sejam identificadas práticas lesivas ao consumidor ou violação ao direito de acesso ao evento.
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