Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Governo diz que se solidariza com professores e sindicato vê sarcasmo

A discussão sobre o assunto se originou em tema sobre emprego e renda, abordado durante o debate. (Foto: Reprodução)

O governo informou, nesta sexta-feira, 23, que reconhece a injustiça que os professores vêm sofrendo e, “mais que isso, solidariza-se com o professor”. A nota, divulgada no segundo dia de greve, foi vista pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) como sarcasmo, já que o governador Amazonino Mendes (PDT) não atendeu a categoria mais uma vez.

Governador Amazonino Mendes enfrenta greve de professores

Governador não recebeu professores. Hoje foi o segundo dia da greve (Foto: Raphael Alves/TJAM)

“O governo diz que só negocia com outro sindicato. Ele está sendo sarcástico com os educadores”, afirmou o coordenador financeiro da Asprom, Lambert Melo.

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Em resposta, o governo diz que a classe deveria ter protestado em 2015 e 2016, quando não obteve a data-base. “O Governo entende que há um despropósito em querer fazê-lo agora, excedendo inclusive, no pleito, o valor das datas-bases não pagas, e entrando em greve em um governo que começa a pagar a data-base”.

Ainda segundo a nota, o governo prometeu mais 10% ao mês, com recursos do Fundeb, “a título de abono que, associados aos 4,57% da data-base, chegaria a uma receita de quase 15% de aumento”.

“O governo também se dispôs a repor, no contracheque todo o mês, o aumento correspondente ao percentual excedente da receita corrente líquida do Estado que, se presume, seja da ordem de 11,5% ao ano, o que corresponderia, ao final, a um acréscimo superior a 25%”, diz o texto.

Na nota, o governo diz que, em 2018, concedeu o reajuste do auxílio alimentação em mais de 90%, de R$ 220 para R$ 420 para quem atua nas escolas, e reajustou a Gratificação de Localidade, que sairá de R$ 30 para três níveis de gratificação: R$ 200 para municípios mais próximos de Manaus, R$ 500 para municípios de distância média da capital e R$ 1 mil para municípios mais distantes.

“Além disso, o governo se dispôs a decretar a promoção vertical de 3.516 professores e pedagogos que fizeram pós-graduação nos últimos cinco anos”.