Foto: Reprodução / redes sociais
Manaus (AM) – A paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo em Manaus que começou nesta terça-feira (15), deve continuar nesta quarta-feira (16). Essa confirmação veio do próprio Sindicato dos Rodoviários, o presidente da classe Givancir Oliveira conversou com a imprensa e afirmou que na verdade, hoje foi somente aquecimento e que a greve deve continuar na capital.
“Na verdade foi só um aquecimento, não houve greve ainda, vai haver greve a partir de amanhã, porque nesse exato momento, nem o Sinetram, nem a prefeitura deram nenhum sinal para os trabalhadores. Nós reivindicamos 12% de reajuste no salário, na cesta básica nos salários, reivindicamos também R$ 1.200 de gratificação para os motoristas que fazem a dupla função e a permanência dos cobradores,” declarou Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Rodoviários.
Ainda segundo Oliveira, a paralisação continuará em conformidade com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11), que determina que 70% da frota deve circular nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h. Para os demais períodos, a circulação mínima deve ser de 50% dos ônibus, sob pena de multa de R$ 60 mil por hora em caso de descumprimento.
Nota Sinetram
Em nota, o Sinetram informou que participou de reunião oficial na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), com a presença de representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Rodoviários de Manaus. Durante o encontro, foram discutidos temas como a retirada gradual da função de cobrador, em linha com a modernização do sistema de bilhetagem e os compromissos firmados pela Executivo com o Ministério Público.
Também foi iniciado o processo de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026, incluindo o debate sobre o reajuste salarial da categoria. As negociações seguem em andamento, com propostas sendo apresentadas por ambas as partes em busca de soluções equilibradas.
O Sinetran reforçou seu compromisso com o diálogo contínuo, buscando soluções que garantam a sustentabilidade do transporte público e a valorização dos trabalhadores, respeitando os limites econômicos e as condições do serviço prestado à população de Manaus.
(*) Com informações da assessoria
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