Acusado de matar três pessoas da mesma família em 2017, o réu Rafael Costa da Silva foi julgado e condenado, nesta quarta-feira, 18, pelos crimes de feminicídio, praticado contra a própria tia, Maria do Socorro da Silva Costa, e pelo duplo homicídio, contra o primo, Cleuton da Silva Souza, e o marido de sua tia, Ronaldo Freitas Mendonça. A decisão é do Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.
Os crimes ocorreram na tarde do dia 30 de setembro de 2017, no bairro Jorge Teixeira IV, zona Leste de Manaus, motivado por desentendimento em família. Por cada homicídio, Rafael foi condenado a 17 anos. A sessão de julgamento popular, realizada no Fórum Ministro Henoch Reis, foi presidida pela juíza Priscila Maia Barreto, com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) sendo representado pelo promotor de justiça Vítor Moreira da Fonseca. O réu foi assistido pelo defensor público Rafael Albuquerque Maia.
O promotor Vítor Fonseca sustentou a tese de triplo homicídio, enquanto a defesa levantou a tese da negativa de autoria e, de forma subsidiária, requereu a exclusão das qualificadoras do motivo fútil. Por fim, pediu que fosse reconhecida a causa da diminuição de pena, porém, o Conselho de Sentença, composto por quatro mulheres e três homens, entendeu que o réu praticou os assassinatos e manteve as qualificadoras.
No dia anterior ao crime, Rafael presenciou uma conversa da filha de Maria do Socorro, Maria do Carmo, por telefone, com a irmã dessa. Em dado momento da conversa, Maria do Carmo disse que não desejava falar a respeito de uma parcela de dinheiro que tinha para receber, “pois havia inimigos por perto”. Acompanhando o diálogo, Rafael teria indagado: “estão falando de mim?” Maria do Carmo, então, teria se encarregado de responder: “não, mas se a carapuça serviu…”.
Conforme a denúncia, essa conversa teria sido o motivo para, no dia seguinte, Rafael atacar a tia, o primo e o marido da tia, os quais foram feridos com várias facadas.
Ele fugiu do local do crime, mas foi visto saindo de lá apreensivo. Logo depois que os corpos foram descobertos, Rafael foi preso no porto do bairro de São Raimundo, na zona Oeste de Manaus.





