(Foto: Montagem AM1)
Manaus (AM) – Os historiadores definem a linguagem como um sistema estruturado de comunicação que consiste em gramática e vocabulário. É a língua falada por uma nação, cuja data é celebrada nesta terça-feira (21).
Miscigenado, o povo brasileiro fala o português, língua trazida originalmente pelos portugueses ao Brasil com os colonizadores no século XVI e que evoluiu e se diversificou, incorporando palavras da língua dos povos originários aos de matrizes africanas. Além disso, a língua ainda recebeu a regionalização, que incorporou sotaques, e expressões com particularidades linguísticas que só quem é da região tem conhecimento.
Se o Nordeste inclue musicalidade para pronunciar o “oxente” e “arretado”, o que dizer do amazonês?
O povo amazonense possui expressões linguísticas que só quem é da “terrinha” vai se identificar.
“Até o tucupi”; “que só”; “toró”; “pegar o beco”; “vô mermo”; “porrudo”; “mana, são só alguns exemplos de palavras utilizadas pelos amazonenses, que foram, inclusive, catalogadas em um livro do professor da Universidade do Amazonas (Ufam), Sérgio Freire.
Graduado em Letras, em Psicologia, e Mestre em Letras pela Universidade do Amazonas e Doutor em Linguística (UNICAMP), o mestre fez um recorte da riqueza linguística brasileira, focado na linguagem do povo do Amazonas.
A data também serve para refletir sobre a necessidade de combater o analfabetismo e promover a inclusão por meio da educação linguística, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso às mesmas oportunidades de comunicação e expressão.
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