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Jovem planejava matar alunos em escola no bairro Glória para se vingar de bullying

Massacre estava sendo planejado junto com outros dois jovens, que moram nos estados do Rio Grande do Norte e Goiás. A ação ocorreria de forma simultânea nas cidades
Juliana Siqueira – Portal AM1
• Publicado em 18 de agosto de 2021 – 12:03
Adolescente que planejava massacre sofria bullying em escola no bairro Glória
Foto: Reprodução

Manaus, AM – O adolescente de 14 anos apreendido nesta quarta-feira alegou que sofria bullying em uma escola estadual localizada no bairro Glória, zona oeste de Manaus, na qual o jovem planejava realizar um massacre. A revelação do rapaz foi feita à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) após ter sido apreendido nesta quarta-feira (18).

O massacre estava sendo planejado com outros dois jovens que moram nos estados do Rio Grande do Norte e Goiás. A ação ocorreria de forma simultânea nas cidades. Os adolescentes estudavam os massacres de Columbine, nos Estados Unidos, e em Suzano, no estado de São Paulo.

De acordo com a titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, durante coletiva de imprensa nesta quarta, o adolescente afirmou, em depoimento aos profissionais da pasta, que já sofreu bullying na unidade de ensino, embora não esteja mais estudando lá. Ao ser apreendido, ele confessou o plano.

“Num primeiro momento, ele alegou que teria sofrido bullying quando estudava nesta escola, uma escola estadual localizada no bairro da Glória. Apesar de hoje ele não estar matriculado na escola, mas ele pretendia direcionar esse ataque para lá. Inclusive, com desenhos, mapas do entorno dessa escola, de tudo que ele pretendia fazer. Então quando a gente apreendeu esse adolescente e ouviu, a gente realmente verificou o perigo de fato que ele apresentava um risco iminente mesmo para a segurança de toda aquela comunidade escolar”, disse a delegada.

Leia mais: Delegada apreende adolescente que ameaçava ataque à escola em Manaus

As conversas entre os jovens ocorriam por meio das redes sociais desde abril deste ano. Segundo Joyce Coelho, as trocas de mensagens se intensificaram nos últimos dias, quando os jovens discutiam quais armas e munições usariam no massacre simultâneo, além de definir a quantidade de vítimas.

“Nós recebemos esse relatório no final de semana justamente porque as conversas se intensificaram nessa preparação. Então, vem desde abril essas conversas e agora, em agosto, eles já estavam no sentido de dizer quantas munições seriam necessárias, de dizer o que fariam com as bombas caseiras, então considerando essa iminência, foi que a gente foi acionada”, disse.

“Nesse plano, usaria coquetéis, bombas caseiras, que, segundo ele, ele sabe manusear, e também arma de fogo, uma quantidade x de munições, objetivando um número x de mortos, né. Fazia parte do detalhamento desse plano conhecer outros massacres que já ocorreram tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e melhorar esse massacre”, afirmou a delegada.

De acordo com a titular da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), Elizabeth de Paula, o jovem já foi ouvido, o caso já foi protocolado ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e uma audiência deve ser realizada até o fim da semana para apuração do caso.

“Ele realmente relatou na Deai que ele colocou a foto de Columbine justamente identificando, né, o que fez com que outras pessoas o procurassem. Então, não é uma situação tão simples de se resolver. A Deaai fez o procedimento, encaminhou para o Ministério Público e estamos aguardando a audiência, que possivelmente pode acontecer hoje ou durante o decorrer da semana e vamos ver como vai ser posicionar o órgão ministerial”, disse a delegada Elizabeth.

Relatório

As informações do planejamento do massacre foram repassadas à Polícia Civil do Amazonas pelo Ministério da Justiça, que estava monitorando as conversas entre os jovens. O relatório, segundo a delegada Joyce Coelho, estava munido de todas as informações necessárias para a identificação da escola e do adolescente.

“Essa ação foi fruto de um monitoramento do Ministério da Justiça com organizações internacionais, que monitoram essas conversas de cunho violento, de cunho terrorista nos meios cibernéticos. Então, eles vinham sendo monitorados. No relatório, desde abril essa conversa vem evoluindo no sentido da confecção até de materiais de que já seriam empregados no ataque, como confecção de coquetéis de bombas caseiras, que seriam utilizados e quais as finalidades. Então isso veio mastigado neste relatório para que a gente fizesse o papel de identificar esse adolescente que residia aqui em Manaus, e bem como também identificar a escola que ele estava pretendendo cometer o ataque.”

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