(Foto: Arquivo Pessoal)
Manaus (AM) – O advogado e empresário imobiliário Lourenço Mestrinho, neto do ex-governador Gilberto Mestrinho, concedeu sua primeira entrevista ao Portal AM1 e fez uma radiografia franca sobre o crescimento acelerado de Iranduba, os gargalos de serviços públicos e o impacto da expansão urbana após a construção da Ponte Jornalista Phelippe Daou, mais conhecida como Ponte Rio Negro. “A cidade dobrou de tamanho em dez anos e ainda tenta acompanhar o próprio ritmo”, afirmou.
Atuando há cerca de uma década no setor de construção e administração imobiliária, Lourenço explicou que Iranduba se tornou o município que mais cresce no Amazonas, impulsionado pela facilidade de acesso a Manaus. Ele defende que a cidade deixou de ser “dormitório” e virou parceira complementar da capital. “A gente não compete com Manaus. A gente cresce junto”, destacou.
O empresário também avaliou a situação do Cacau Pirêra, distrito histórico que ficou para trás após o fim do sistema de balsas. Ele descreveu a região como “um faroeste social invisibilizado”, mas ainda cheio de potencial humano. Sobre a antiga discussão da emancipação, ele avaliou que hoje perdeu sentido: “com a expansão urbana, em dez anos Iranduba vai se emendar com o Cacau. Seriam duas cidades para o mesmo sistema.”
Lourenço também falou sobre o projeto pessoal de divulgar comunidades, pontos turísticos e histórias de Iranduba em vídeos semanais. Filmados com celular, editados no app CapCut e reforçados com drone, os conteúdos ganharam força nas redes. Foi assim que ele registrou ruínas, festas comunitárias e até o abandonado Hotel Ariaú Towers, cuja recuperação, segundo ele, é inviável: “o investimento seria astronômico para um terreno cheio de litígio e sem nada reaproveitável.”
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