(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
“A relação Brasil-Estados Unidos vai voltar à normalidade, porque o povo americano e o povo brasileiro são mais inteligentes do que os presidentes. Se os presidentes não conseguem acertar, você pode ficar certo que o povo americano e o povo brasileiro vão cuidar das coisas harmônicas”, declarou em entrevista ao SBT.
Lula reafirmou que os interlocutores brasileiros têm encontrado dificuldade no diálogo. Indagado se já passou da hora de uma conversa com Trump, Lula respondeu: “Não, não passou da hora, porque ele não quer conversar. É importante vocês dizerem… Ele não quer conversar. Eu tenho Alckmin, Haddad e Mauro Vieira para conversar. Mauro, pergunte se alguém tem interlocutor. Não tem interlocutor”, falou.
O presidente disse que a taxação vai prejudicar os americanos e defendeu que o Brasil compre de países que queiram negociar.
“Nós compramos de quem quer vender. Ora, se os Estados Unidos acham que o seu presidente virou imperador e que ele pode ficar ditando regra para o mundo, eles vão ver o que pode acontecer. Porque o que vai acontecer nos Estados Unidos, e eu estou dizendo, é que o povo americano vai pagar mais caro os produtos que eles estão comprando”, falou.
Taxação tem teor político
Lula afirmou ainda que a China é um “parceiro muito importante” para o Brasil e citou os carros elétricos chineses. “A China pode nos trazer conhecimento científico e tecnológico como ninguém. A China, hoje, está dando um banho na questão de carros elétricos”, declarou.
Indagado sobre o aumento de impostos sobre os carros chineses, Lula respondeu: “Nós iremos fazer aumento de taxação em qualquer produto estrangeiro que esteja prejudicando o produto brasileiro”.
(*) Por Gabriel de Sousa e Naomi Matsui (Estadão Conteúdo)
LEIA MAIS:





