(Foto: Ricardo Stuckert /PR)
A disputa interna pela vaga ao Senado na base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas chegou ao fim. O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) anunciou que retirou sua pré-candidatura ao Senado após receber um pedido direto do presidente da República, que entrou em contato para tratar da composição política da base aliada no Estado.
Em entrevista à jornalista Rosiene Carvalho, Marcelo revelou que a decisão foi tomada para atender aos acordos nacionais firmados entre o PT e o MDB, partido do senador Eduardo Braga, considerado peça estratégica no projeto de reeleição de Lula em 2026.
Além de abrir mão da disputa ao Senado, Marcelo Ramos afirmou que também não será candidato a deputado federal ou a qualquer outro cargo eletivo neste ano.
Segundo ele, sua atuação ficará restrita à militância e à campanha presidencial de Lula.
A informação representa uma mudança significativa em relação ao posicionamento adotado até poucos dias atrás, quando o petista afirmava que manteria sua pré-candidatura ao Senado, apesar das pressões para composição da aliança.
A decisão também altera o cenário da Convenção Estadual da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), marcada para 1º de agosto, em Manaus. O edital de convocação previa como um dos principais pontos da pauta a homologação dos suplentes da candidatura ao Senado e a deliberação sobre apoios aos candidatos ao Governo e ao Senado, demonstrando que, até então, a definição sobre a chapa majoritária permanecia em aberto.
Apoio
Com a retirada de Marcelo Ramos, a tendência é que a convenção apenas formalize o apoio da Federação à composição construída nacionalmente, consolidando o alinhamento do PT amazonense com a candidatura de Eduardo Braga ao Senado e de Omar Aziz ao Governo do Estado.
A intervenção direta de Lula encerra um dos principais focos de tensão entre o PT do Amazonas e a coligação liderada por Omar Aziz e Eduardo Braga.
Nas últimas semanas, dirigentes estaduais defendiam a manutenção da candidatura de Marcelo Ramos, enquanto o MDB sustentava que Braga seria o único nome da aliança para o Senado.
O impasse havia provocado um racha público entre os aliados e levado a decisão para a direção nacional do partido.
Com a desistência de Marcelo Ramos, a convenção da Federação Brasil da Esperança deixa de ser palco de uma disputa interna e passa a servir para oficializar a estratégia nacional definida pelo Palácio do Planalto, priorizando a unidade da base de Lula no Amazonas para as eleições de 2026.
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