(Reprodução: Reprodução/Redes Sociais Abel Ferreira)
Manaus (AM) — A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se pronunciou após uma fala polêmica do técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, durante uma coletiva de imprensa, neste sábado (24).
Na ocasião, o técnico Abel Ferreira foi questionado pela jornalista Alinne Fanelli sobre a lesão do lateral Mayke. Porém, antes que a jornalista pudesse concluir sua pergunta, ela foi interrompida pelo técnico, que respondeu que só “deve satisfação” a três mulheres: “sua mãe, a esposa e a presidente do Palmeiras”. A atitude de Abel gerou revolta entre os colegas jornalistas e também os internautas.
“Vocês têm que entender que eu tenho que dar satisfação a três mulheres só. Minha mãe, minha mulher e a presidente do Palmeiras. São as únicas que têm o direito de falar comigo e pedi explicações. Por que perdeu? Por que se lesionou? Os outros podem falar, se manifestar, podem elogiar e podem criticar, porque o treinador tem que saber ouvir elogios e crítica”, comentou Abel.
A nota de repúdio foi publicada nas redes sociais da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que considerou a postura do treinador Abel Ferreira como “agressiva”, e classificou o comportamento como “machista”.
“A Abraji repudia a atitude do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, durante coletiva de imprensa no sábado (24), quando foi agressivo com repórteres, principalmente com a jornalista Alinne Fanelli, numa atitude evidentemente machista”, pontuou a associação.
Além de repudiar a atitude do técnico, a Abraji destacou que essa não é a primeira vez que Abel Ferreira se envolve em polêmicas relacionadas à imprensa.
“O técnico tem um histórico de ataques à imprensa, mesmo em perguntas básicas sobre escalação. Sempre com a justificativa de que tem uma personalidade explosiva, o que não é aceitável, especialmente pela reincidência”.
Pronunciamento de Abel
A Sociedade Esportiva Palmeiras publicou um post colaborativo com o técnico Abel Ferreira, no qual ele afirma que “não teve a intenção de causar constrangimento.” Segundo o treinador, ele aproveitou o momento para “transmitir” uma mensagem que já vinha elaborando e não percebeu que poderia ser “mal interpretado.”
“Utilizei a pergunta da referida profissional [Alinne Fanelli] para transmitir uma mensagem que já estava na minha cabeça, sem me dar conta de que, naquele contexto, a declaração poderia gerar uma interpretação diferente ou soar hostil”, afirma Abel Ferreira.
- (Foto: Reprodução/Redes Sociais Abel Ferreira)
- (Foto: Reprodução/Redes Sociais Abel Ferreira)
Confira nota da Abraji na íntegra:
A Abraji repudia a atitude do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, durante coletiva de imprensa no sábado (24), quando foi agressivo com repórteres, principalmente com a jornalista Alinne Fanelli, numa atitude evidentemente machista
Tal situação precisa de uma resposta à altura, especialmente do Palmeiras, que é comandado por uma mulher e teve a iniciativa louvável de fazer uma coletiva exclusivamente feminina
O técnico tem um histórico de ataques à imprensa, mesmo em perguntas básicas sobre escalação. Sempre com a justificativa de que tem uma personalidade explosiva, o que não é aceitável, especialmente pela reincidência
O jornalismo esportivo é um campo histórico de busca de reconhecimento pela atuação profissional das mulheres. A atitude do técnico reforça a discriminação. Nossa solidariedade à repórter.
LEIA MAIS:







